Apesar de tensão com Irã

Trump confirma encontro com Kim

Coreia do Norte liberta três americanos em sinal de ‘boa vontade’ para negociar com EUA sobre programa nuclear

00:00 · 10.05.2018 / atualizado às 00:54
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O líder norte-coreano afirmou ao presidente da China, Xi Jinping, que não vê necessidade de Pyongyang ser um regime ‘nuclearizado’ ( Foto: AG. France Presse )
Washington/Pyongyang. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a data e o local para o encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jon Un, foram definidos. O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, voltou de Pyongyang juntamente com os três americanos que estavam detidos acusados de atividades anti-estatais. 

Trump elogiou o “gesto de boa vontade” de Kim. “Os três americanos parecem estar bem de saúde e todos puderam embarcar no avião sem ajuda”, informou a Casa Branca. “Todos os americanos esperam dar boas-vindas e vê-los reunidos com seus entes queridos”. 

Pyongyang concedeu aos três homens uma “anistia”. Dois dos libertados, o especialista agrícola Kim Hak-song e o ex-professor Tony Kim, foram presos em 2017, enquanto Kim Dong-chul, um empresário americano nascido na Coreia do Sul e pastor de cerca de 60 anos, havia sido condenado a 10 anos de trabalho forçado em 2016. O encontro de Trum com Kim será histórico e tratará da desnuclearização da península coreana. 

Ontem, Trump descartou a Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide a península da Coreia como sede de sua cúpula com Kim. O local sediou em abril uma cúpula entre os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, a 3ª depois da guerra. Kim se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping na terça pela 2ª vez em seis semanas, revelando os esforços desses dois aliados da Guerra Fria para normalizar as deterioradas relações entre Pyongyang e Washington. Kim disse a Xi que não há necessidade de a Coreia do Norte ser um Estado nuclear, “desde que as partes interessadas deixem de lado suas políticas hostis e ameaças à segurança” da Coreia do Norte.

Já a decisão de Trump de retirar os EUA do acordo nuclear iraniano não apenas arruína a credibilidade diplomática de Washington, como complica as negociações com Kim sobre seu arsenal nuclear, avaliaram especialistas. A decisão foi tomada enquanto outras partes signatárias do acordo defenderam que Teerã cumpriu suas obrigações.

Nova 'diplomacia'

Acordo climático de Paris

O republicano retirou os EUA do Acordo de Paris, abandonando o compromisso de lutar contra as mudanças climáticas, promovido durante o governo Obama

Acordo Transpacífico

Honrando sua promessa de campanha, Trump anunciou em seu primeiro dia completo de governo a saída dos Estados Unidos do acordo Transpacífico (TTP), com 12 membros, negociado por seu antecessor, Barack Obama. Ele alegou que o tratado expunha o país a concorrência injusta e classificou como um acordo ruim.

Nafta

O Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), vigente há 24 anos, está com renegociação travada pelos EUA. Para Trump, o tratado é um "desastre", o "pior acordo comercial possivelmente já assinado"

Embaixada em Jerusalém

Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e transferiu a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, coincidindo com o 70° aniversário da criação de Israel

Síria

Trump disse querer "retirar" as tropas da Síria, em guerra há mais de sete anos, onde os Estados Unidos lideraram coalizão em missões de combate ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). Apesar disso, o presidente norte-americano ordenou dois ataques com mísseis contra o regime de Bashar al Assad.

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