Por separatismo

Tribunal do Iraque manda prender curdos

00:00 · 12.10.2017

Bagdá/Erbil. Um tribunal de Bagdá ordenou, ontem, a prisão do presidente e de dos dois membros da Comissão que organizou o plebiscito sobre a independência do Curdistão iraquiano, a pedido do governo iraquiano, que multiplica as medidas de retaliação contra a região autônoma.

Duas semanas após a vitória esmagadora do "sim" durante o polêmico plebiscito de autodeterminação no referendo de 25 de setembro -considerado ilegal pelo poder central iraquiano- a ordem para prender os responsáveis pela organização da consulta foi proferida pelo tribunal de Rassafa, na margem leste do rio Tigre, que inclui metade da capital iraquiana. A decisão foi emitida depois que o Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi, apelou na Justiça contra a região autônoma.

Hendry Saleh, presidente da comissão bem como Yari Hadji Omar e Wahida Yofo Hermez "organizaram o referendo em violação da decisão da Suprema Corte iraquiana", indicou Abdel Sattar al-Bireqdar, porta-voz da Suprema Corte iraquiana.

A Suprema Corte, a mais alta autoridade judicial, decidiu, em 18 de setembro, suspender a consulta na região autônoma do Curdistão, julgando contrária à Constituição. A ordem de prisão impede que as três autoridades curdas circulem nas províncias iraquianas fora dos três governadorias da região autônoma.

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