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Tragédia fez surgir o 'turismo humanitário'

00:00 · 13.08.2018 / atualizado às 15:03 · 19.09.2018

A crise migratória tem despertado em muitas pessoas, o sentimento de altruísmo e o desejo de prestar ajuda que se manifesta em um fenômeno conhecido como turismo humanitário.

Em Fortaleza, a fotógrafa documental e consultora em Relações Internacionais Karine Garcêz, que trabalhou em campos de refugiados do Oriente Médio, tem organizado grupos de turistas cearenses interessados em visitar esses locais no Líbano e ter um contato direto com essa realidade no Oriente Médio.

Em fevereiro deste ano, ela passou um mês no Líbano. Atualmente, ela está formando um grupo para partida em julho de 2019, durante 16 dias, com passagem pelo Egito e Líbano. A programação humanitária inclui a distribuição de alimentos em campos de refugiados.

Guerras, desastres e miséria agravam crise migratória 

"O turismo entra como uma forma de encontrar os dois lados: a crise migratória, a questão do problema das pessoas sendo obrigadas a fugir de seus países, e conhecer a história desses países", conta Karine, que tem um elogiado trabalho fotográfico documentando a infância nesses locais, como mostra seu site www.infanciarefugiada.com.br

Karine avalia que a ONU não está conseguindo diminuir o drama dos refugiados, o envio de ajuda humanitária é insuficiente. "Hoje o mundo está com uma crise migratória maior do que a da Segunda Guerra Mundial", pontua Karine, acrescentando que as ONGs menores, que trabalham com refugiados, conseguem dar uma resposta maior que a própria agência da ONU.

"Devido aos posicionamentos políticos do Conselho de Segurança da ONU, a ACNUR não consegue atuar em determinados lugares, porque as pessoas não aceitam". Ela percebe também uma ausência de envolvimento de alguns agentes da ONU nesses locais.

A ascensão de forças políticas conservadoras, como a gestão de Donald Trump nos EUA, o crescimento do partido de extrema direita Liga na Itália e o Alternativa para a Alemanha (AfD) e as medidas tomadas pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu contra os palestinos, compõem o pano de fundo da crise dos refugiados nos dois hemisférios do planeta.

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