Que gerou demissões

Theresa May detalha plano para o 'Brexit'

'Livro Branco' busca estabelecer uma nova 'área de livre-comércio' com os 27 membros da União Europeia (UE)

00:00 · 13.07.2018

Londres. A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresentou, ontem, o aguardado "Livro Branco" do Brexit sobre as futuras relações com a União Europeia (UE), alvo de críticos dos eurocéticos e do mercado financeiro. O documento, que já provocou a renúncia de dois ministros no início da semana - o do Brexit, David Davis, e o de Relações Exteriores, Boris Johnson- amplia as divergências dentro da maioria conservadora.

> Em meio à crise, país recebe Trump

 
Quando o novo ministro do Brexit, Dominic Raab, tomou a palavra na Câmara dos Comuns para apresentar o documento, os parlamentares fizeram protestos ruidosos, queixando-se de não terem recebido uma cópia do documento. O presidente da Câmara precisou interromper a sessão por alguns minutos.

Em seguida, Raab descreveu um plano "inovador", que deve levar à elaboração de uma parceria econômica e de segurança "sem precedentes". De acordo com o "Livro Branco", Londres quer estabelecer uma nova "área de livre-comércio para os produtos", destinada a manter um comércio "sem atritos" com os 27 membros da UE.

Isso deve permitir, por meio da instalação de um "arranjo aduaneiro simplificado", "evitar uma fronteira dura entre Irlanda do Norte e República da Irlanda". Essa área de livre-comércio estaria sujeita a regras comuns sobre produtos e o setor agroalimentar. Londres manteria assentos nas agências europeias que decidem autorizações para os bens relacionados - produtos químicos, remédios e aviação.

propostas

Crítica

O setor de serviços seria alvo de um novo acordo que criará "mais barreiras" e privará bancos, seguradoras, ou gestores de ativos, do "passaporte financeiro" que atualmente lhes permite operar livremente no continente, reconheceu Londres. "Um duro golpe", denunciou a City de Londres, a praça financeira britânica. Essa formulação vaga não satisfaz a comunidade empresarial, em grande parte dependente da força de trabalho europeia.

Londres também apresentou propostas para uma "parceria de segurança". O Reino Unido continuaria a ser membro das agências Europol e Eurojust e desenvolveria acordos sobre questões de política externa e de defesa.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.