Com margem reduzida

Social-democracia vence na Suécia

Resultado deve ter como desdobramento intensas negociações para formar governo com direita moderada

00:00 · 10.09.2018
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Com 85% das urnas apuradas, o s social-democratas obtinham 28,3% dos votos, o que significa 3 pontos percentuais a menos que há quatro anos ( Foto: AFP )

Estocolmo. A Suécia parecia resistir, ontem, à febre nacionalista que percorre a Europa após eleições legislativas cruciais nas quais os social-democratas e a direita moderada angariaram 143 deputados cada - insuficientes para formar governo -, enquanto a ultradireita avançava menos que o esperado.

Nem a social-democracia do primeiro-ministro e ex-operário metalúrgico Stefan Lofven e seus aliados ecologistas, nem os conservadores do Moderate e os democratas cristãos tinham condições de formar governo com 85% das urnas apuradas.

Negociações

De acordo com esses resultados, antecipam-se intensas negociações para tentar formar governo entre social-democratas e ecologistas de um lado, com o centro e a direita moderada no outro. Os social-democratas obtinham 28,3% dos votos - 3 pontos percentuais a menos que há quatro anos - enquanto os conservadores da Ulf Kristersson somavam 19,8%, uma queda similar.

Os resultados parciais atribuem 17,9% dos votos à ultradireita do Partido dos Democratas, que as pesquisas apontavam que obteria entre 20% e 25% dos votos - o que significa um avanço de quatro pontos em relação ao pleito de 2014.

"Somos os grandes vencedores dessas eleições (...) Vamos exercer real influência sobre a política sueca", disse o líder do ultradireitista Partido dos Democratas, Jimmie Akesson, que tinha feito campanha denunciando a chegada de milhares de solicitantes de asilo como uma ameaça cultural.

O primeiro-ministro havia apresentado estas legislativas como um "referendo para o Estado-providência", enquanto a extrema direita as transformou em um plebiscito contra sua política de imigração e de integração.

'Forças do ódio'

O primeiro-ministro afirmou, ao votar ontem, que "os social-democratas, e um governo conduzido por eles, são a garantia de que os Democratas Suecos, um partido extremista e racista, não tenham influência no Executivo".

A Suécia, com 18,5% de seus habitantes nascidos no exterior, registrou 160 mil solicitações de asilo só em 2015, a maior proporção na Europa em relação ao número de habitantes.

Desde 2012 recebeu 400 mil pedidos de asilo no total.

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