Diálogos de paz

Síria aceita debater nova Constituição

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou, ontem, um princípio de entendimento ( Foto: AFP )
00:00 · 19.05.2017

Genebra/Damasco. A ONU anunciou, ontem, que representantes do governo e da oposição aceitaram formar um comitê de especialistas para discutir "questões institucionais", primeiro resultado concreto dos diálogos de paz sobre a Síria que acontecem em Genebra nesta semana.

A delegação de Damasco - dirigida pelo embaixador sírio nas Nações Unidas, Bashar Al-Jaafari - e a delegação da oposição - reunida no Alto Comitê de Negociações (ACN) - retomaram, desde a última terça-feira, no Palácio das Nações Unidas de Genebra, sede local da ONU, difíceis negociações para tentar pôr fim a seis anos de conflito.

Após cinco rodadas de diálogos sem sucesso desde fevereiro de 2016, a assessoria do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou, ontem, um resultado tangível: conversas de funcionários da ONU com especialistas do governo e com a oposição para tratar de "questões jurídicas e constitucionais relacionadas com os diálogos intersírios".

A futura Constituição é um dos quatro temas tratados no diálogo por De Mistura, junto com a luta contra o terrorismo, a governança (um termo vago para se referir a uma transição política) e a organização de eleições.

Em declarações à imprensa, depois do anúncio da ONU, Jaafari se limitou a confirmar que, hoje, acontecerão "reuniões informais" entre membros de sua delegação e especialistas da ONU. O ACN também se reuniu com o mediador da ONU para falar sobre "a transição política e o marco constitucional", indicou seu porta-voz, Yehya Al-Aridi.

Ataques

Aviões da coalizão liderada pelos EUA atacaram, ontem, um comboio pró-governo na Síria, o qual se dirigia para uma posição da coalizão perto da fronteira com a Jordânia. Mais de 50 pessoas, em sua maioria combatentes pró-regime, morreram, ontem, em um ataque do grupo extremista Estado Islâmico contra dois povoados da província de Hama. Os extremistas islâmicos bombardearam dois povoados no leste de Hama, antes de atacá-los por terra.

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