Casa Branca

Segurança intensificada após seguidas ameaças

No sábado, um homem ameaçou um posto de controle e outra pessoa saltou uma barreira antes de ser presa

00:00 · 20.03.2017
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Os dois incidentes de sábado ocorreram após um registro mais grave, no dia 10 de março, quando um homem caminhou pelos jardins durante 16 minutos ( AFP )

Washington. O Serviço Secreto dos Estados Unidos aumentou a segurança na Casa Branca após a detenção na tarde de sábado (18) de um homem que proferiu ameaças em um de seus postos de controle, informou um funcionário da agência.

A rede CNN informou que o homem ameaçou com uma bomba que disse ter em seu carro. O suspeito foi preso imediatamente e seu veículo apreendido.

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O presidente Donald Trump estava no estado da Flórida no momento do incidente.

"No dia 18 de março de 2017, por volta das 23h05, um indivíduo dirigiu um veículo até um posto de controle do Serviço Secreto", disse um porta-voz do serviço, que é o responsável pela segurança presidencial.

Os agentes detiveram o indivíduo e o carro e aumentaram a segurança, como exige o protocolo, acrescentou o funcionário.

Este fato é o mais recente de uma série de incidentes que causaram preocupação envolvendo a segurança na Casa Branca. Horas antes, outra pessoa havia sido presa depois de saltar uma barreira e tentar chegar à grade externa da Casa Branca, informou o Serviço Secreto.

A pessoa foi presa imediatamente e ainda não haviam sido formuladas acusações criminais contra ela, disse a agência em um comunicado, no qual não identifica o suspeito.

Um funcionário do Serviço Secreto que falou sob condição de anonimato disse que a pessoa estava desarmada.

Estes dois incidentes de sábado ocorreram depois de um registro mais grave antes da meia-noite de 10 de março, quando um homem ultrapassou três barreiras de acesso à residência presidencial e caminhou pelos jardins durante 16 minutos, antes de ser detido. Na ocasião, Trump estava no interior do prédio oficial.

Em 2014, durante a presidência de Barack Obama, um veterano do exército entrou na Casa Branca, correu pelo gramado e entrou no edifício com uma faca no bolso, antes de ser preso por agentes de segurança.

Espionagem

Os dois principais parlamentares de um comitê de inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos disseram ontem que documentos do Departamento de Justiça norte-americano e do FBI entregues na semana passada não trouxeram evidências de que o governo do ex-presidente Barack Obama grampeou telefones da Trump Tower. O material, disseram eles, oferece evidências circunstanciais de que cidadãos norte-americanos participaram de esforços da Rússia para interferir nas eleições presidenciais. "Houve evidências circunstanciais de conluio e há evidência direta, eu acredito, de fraude", afirmou o deputado democrata Adam Schiff.

O comitê de inteligência da Câmara deve começar a ouvir relatos hoje sobre o papel da Rússia em quebras de segurança nos sistemas do partido Democrata.

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