Terremoto no Japão

Seguem buscas por sobreviventes

00:00 · 08.09.2018
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Cerca de 22 mil agentes foram mobilizados para as operações de resgate ( Foto: Agência France Presse )

Atsuma/Saporo. Os socorristas prosseguiam na sexta-feira (7) com a busca de sobreviventes sob a lama, após o terremoto de 6,6 graus de magnitude que abalou no dia anterior a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, cujo balanço provisório aumentou para 20 mortos.

A pequena localidade de Atsuma, próxima ao epicentro do tremor, foi a que mais sofreu, com 14 mortos.

Durante toda a noite, os socorristas buscaram sobreviventes, com a ajuda de escavadeiras e cães farejadores, um trabalho dificultado por tremores secundários. "Muitas pessoas seguem sob a terra. Trabalhamos sem descanso mas os esforços de resgate são difíceis", comentou um militar das Forças de Autodefesa à rede de televisão NHK.

"Faremos todo o possível para encontrá-las rapidamente", acrescentou. Fotografias aéreas mostraram montanhas literalmente divididas em dois por deslizamentos de terra que arrancaram todas as árvores na encosta e enterraram casas inteiras.

Militares das forças de autodefesa chegaram à área para participar de operações de resgate.

Cerca de 25 mil soldados foram mobilizados.

O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região ocidental de Osaka.

O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores. "Não tenho palavras... Moro aqui há 20 anos, não sei o que dizer", confessou um jovem habitante da cidade.

Cerca de 22 mil agentes e 75 helicópteros foram mobilizados para as operações de resgate e para ajudar as famílias afetadas.

Após um corte de eletricidade devido à paralisação de todas as usinas da região, 40% da população da ilha já tinha recuperado o fornecimento na manhã de sexta-feira, segundo a empresa Hokkaido Electric.

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