Após forte terremoto

Saldo de mortos no Irã e no Iraque já ultrapassa os 450

Aiatolá Ali Khamenei ordenou mobilizar 'todos os recursos' para ajudar a população atingida pelo tremor

Violento terremoto de 7,3 graus de magnitude que sacudiu as regiões no oeste do Irã, na fronteira com o Iraque, provocou desabamento de prédios ( Foto: AFP )
00:00 · 14.11.2017

Teerã/Bagdá. Equipes de resgate iranianas procuravam, ontem, possíveis sobreviventes do terremoto de 7,3 graus de magnitude, que sacudiu o oeste do país e várias regiões iraquianas na noite de domingo, deixando mais de 450 mortos e milhares de feridos.

Vídeo: o abalo sísmico registrado na fronteira entre os países causou prejuízos materiais e perdas de vidas humanas

 

A maior parte das vítimas da catástrofe foi registrada no Irã, onde o balanço provisório subiu à noite para 421 mortos e mais de 7.300 feridos, todos na província de Karmanshah, fronteiriça com o Iraque. Neste último país o balanço oficial era de oito mortos e 336 feridos.

Com a chegada da noite, as autoridades enfrentavam o desafio de abrigar e alimentar dezenas de milhares de pessoas obrigadas a dormir ao relento pela segunda noite seguida.

"As necessidades imediatas das pessoas são tendas, água e alimentos", declarou o general Mohamad Ali Yafari, chefe dos Guardiões da Revolução, o Exército de elite da República Islâmica, durante uma visita às zonas atingidas.

O epicentro do tremor se situou a 50 km ao norte de Sar-e Pol-e Zahab, cidade mais afetada pelo terremoto, onde morreram 280 pessoas.

Segundo a imprensa iraniana, uma mulher e um bebê foram resgatados com vida entre os escombros durante a manhã na cidade de 85 mil habitantes.

A televisão estatal exibiu imagens de edifícios de cinco ou seis andares com as fachadas destruídas, mas cujas estruturas resistiram ao tremor. Fotografias da agência Isna mostravam carros esmagados após o desabamento de muros. O hospital e metade das escolas da região atingida ficaram danificados.

Na província vizinha de Dalahoo, muitas localidades ficaram completamente destruídas.

Ajuda

O governo anunciou ter distribuído 22 mil tendas, 52 mil cobertores, quase 17 toneladas de arroz, 100 mil alimentos em conserva e mais de 200 mil garrafas de água. No final da tarde, as autoridades locais indicaram que todas as estradas que foram fechadas pelos deslizamentos de terra voltaram a abrir na província de Kermanshah, mas o fornecimento de energia ainda não havia sido restabelecido.

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, ordenou aos governos e às forças de segurança que mobilizem "todos os recursos" para ajudar a população. Centenas de ambulâncias e dezenas de helicópteros foram enviados para o resgate.

Segundo o Instituto de Geofísica da Universidade de Teerã, o terremoto foi seguido mais de 150 tremores secundários, os mais fortes de até 4,7 graus.

O terremoto alcançou todas as províncias do Iraque, enquanto na capital, Bagdá, foi sentido durante 20 segundos.

Alemanha, França, Reino Unido, Rússia, Síria e ONU enviaram suas condolências. Berlim e as Nações Unidas ofereceram ajuda em caso de necessidade.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.