país infligirá 'a maior dor'

Pyongyang ameaça EUA, após sanções

Embaixador da Coreia do Norte alertou para as "próximas medidas" do regime de Kim Jong-un em resposta a embargos

Crescente poderio norte-coreano, motivo de orgulho do país asiático, preocupa potências mundiais ( Foto: AFP )
00:00 · 13.09.2017

Pyongyang/Nova York. A Coreia do Norte denunciou, ontem, as "impiedosas sanções impostas" pelo Conselho de Segurança da ONU em função de seu teste nuclear e ameaçou infligir "uma dor maior" aos EUA.

"As próximas medidas da RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte) infligirão aos EUA a maior dor que jamais conheceram em sua história", declarou o embaixador norte-coreano, Tae Song Han, em uma conferência sobre desarmamento em Genebra.

Com o apoio de China e Rússia, o Conselho de Segurança aprovou a iniciativa dos EUA com voto favorável dos 15 membros, um mês depois de adotar outra que vetava as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, pescado e frutos do mar após o lançamento, em meados de agosto, de um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

Esta é a oitava série de sanções adotadas pela ONU, que tenta pressionar Pyongyang a negociar seus programas nuclear e balístico com as potências.

EUA, Reino Unido, França e Itália, entre outros países, concordam em que a nova resolução é "muito sólida", "equilibrada" e manifesta a "unidade" e a "determinação" do orgão para abordar o problema.

"Não buscamos uma guerra", assegurou a embaixadora americana, Nikki Haley. "A Coreia do Norte deve compreender que a desnuclearização é o único caminho que lhe garante segurança e desenvolvimento econômico", estimou o governo sul-coreano.

Já o premiê japonês, Shinzo Abe, "apreciou altamente" o texto, que mostra que "a comunidade internacional deve acentuar a pressão sobre a Coreia do Norte a um nível sem precedentes" para que "mude sua política".

Embargo

Os EUA tiveram de tirar algumas medidas de sua proposta original, porém, para obter o aval de Pequim e de Moscou.

Após dias de negociações, o embargo sobre o gás natural foi mantido, mas o texto prevê limitar o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte ao nível adotado nos últimos 12 meses.

Aliado mais importante de Pyongyang, Pequim se negou a avalizar o embargo total petroleiro proposto por Washington, alegando que deixaria a economia norte-coreana em frangalhos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou, ontem, que a última série de sanções contra a Coreia do Norte é um "pequeno passo" que deve levar a medidas mais contundentes.

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