Páscoa

Papa condena massacres na Síria

Em um discurso cheio de mensagens a favor da paz, Francisco pediu respeito ao direito humanitário ( FOTO: AFP )
00:00 · 02.04.2018 / atualizado às 00:02

Vaticano. O papa Francisco presidiu ontem (1º) a missa do Domingo da Ressurreição, na Praça de São Pedro, no Vaticano, e depois leu sua mensagem de Páscoa, na qual condenou o "extermínio" que está sendo cometido na Síria e pediu uma solução para a crise na Venezuela.

Além disso, o papa fez a tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) na sacada central da Basílica de São Pedro.

Sobre a Venezuela, ele pediu que seu povo, que "vive em uma espécie de terra estrangeira dentro de seu próprio país" encontre "o caminho justo, pacífico e humano para sair o mais rápido possível da crise política e humanitária que o oprime, e que não faltem acolhimento e assistência aos muitos de seus filhos que estão sendo obrigados a deixar sua pátria".

Em seu discurso, lotado de mensagens em favor da paz e do diálogo, Francisco condenou as "injustiças e violências", a "miséria e a exclusão", a "fome", a "falta de trabalho", a rejeição social para "os refugiados", "as vítimas do narcotráfico, do tráfico humano e das distintas formas de escravidão" atuais.

Sobre a Síria, cuja "população está extenuada por uma guerra que não tem fim", o papa convocou "todos os responsáveis políticos e militares, para que ponham fim imediatamente ao extermínio que está acontecendo, para que se respeite o direito humanitário e se proceda a facilitar o acesso à ajuda" que a população necessita "urgentemente".

Francisco também mencionou a Península Coreana e desejou que "as conversas em curso promovam a harmonia e a pacificação da região". Pediu aos responsáveis que "atuem com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e da comunidade internacional".

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