No Zimbábue

Opositor acusa fraude eleitoral

00:00 · 04.08.2018 / atualizado às 00:56
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Nelson Chamisa (foto) teve 44,3% dos votos, derrotado pelo atual presidente Emmerson Mnangagwa ( FOTO: AFP )

Harare. O líder da oposição no Zimbábue, Nelson Chamisa, rejeitou, na sexta-feira (3), os "resultados falsos sem verificar", que deram a vitória ao presidente Emmerson Mnangagwa nas primeiras eleições desde a queda de Robert Mugabe em novembro. O Zimbábue amanheceu com o anúncio de que Mnangagwa, ex-braço direito de Mugabe, havia sido eleito presidente com 50,8% dos votos, de acordo com a Comissão Eleitoral, o que evita um segundo turno.

Nelson Chamisa obteve 44,3% dos votos, anunciou a presidente da Comissão, Priscilla Chigumba, em entrevista coletiva na capital, Harare.

Inconformado, o líder da oposição rejeitou os resultados no Twitter, denunciando que são "resultados falsos sem verificar".

"O escândalo da ZEC (a Comissão Eleitoral) publicando resultados falsos sem verificar é lamentável", tuitou Chamisa.

"O nível de opacidade, a falta de verdade, a deterioração moral e a ausência de valores são desconcertantes", acrescentou.

Mnangagwa foi, por mais de 30 anos, um aliado fiel do presidente e autocrata zimbabuano Robert Mugabe. Dirige o país desde novembro, após um golpe militar que obrigou Mugabe a renunciar. Foi escolhido pelo partido no poder, o ZANU-PF, para lhe suceder.

Desde sua independência da Grã-Bretanha em 1980, o país teve apenas dois chefes de Estado, ambos do ZANU-PF: Mugabe e Mnangagwa.

Negativa

O presidente do Zimbábue negou que tenha sido cometida fraude nas eleições gerais e assegurou que o pleito foi um novo começo para o país.

"Enquanto os olhos do mundo nos observavam, organizamos eleições livres, justas e confiáveis", disse Mnangagwa.

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