Por Soldados Israelenses

Três palestinos são mortos e 300 ficam feridos em protestos na Faixa de Gaza

As mortes desses três homens eleva a 44 o número de palestinos mortos desde 30 de março, data do início do movimento de protesto chamado "a grande marcha do retorno"

Os protestos reivindicam o direito dos palestinos para regressar às terras das quais foram expulsos ou de onde tiveram que fugir no momento da criação do Estado de Israel, em 1948 ( Foto: Mahmud Hams / AFP )
17:47 · 27.04.2018 por AFP

Três palestinos foram mortos por tiros de soldados israelenses na Faixa de Gaza durante protestos nesta sexta-feira (27) ao longo da fronteira com Israel, informou o Ministério da Saúde de Gaza. Esta é a 5ª sexta-feira consecutiva de protestos na região.

Mais de 300 pessoas foram hospitalizadas depois de ter sido alcançadas pelas balas ou ter inalado gases lacrimogêneos, anunciou a mesma fonte.

O número de palestinos mortos desde de 30 de março, data do início dos protestos, já chegou a 44 nesta sexta.

Abdul Salam Al Bakr, de 29 anos, foi morto no leste de Khan Yunis, sul do enclave. Outros dois homens, cuja identidade não foi informada, morreram no leste desse território, situado entre Israel, Egito e o mar Mediterrâneo.

O protesto voltou a mobilizar milhares de palestinos nesta sexta-feira, em cinco pontos diferentes ao longo da fronteira, constataram os jornalistas da AFP.

A marcha reivindica o direito dos palestinos a regressar para as terras das quais foram expulsos ou de onde tiveram que fugir no momento da criação do Estado de Israel, em 1948.

A mobilização, que deve terminar em meados de maio, também denuncia o bloqueio imposto por Israel à Gaza para conter o movimento islâmico Hamas, que governa o enclave palestino.

O exército israelense afirmou em um comunicado que aproximadamente 10.000 palestinos participaram do que classificaram como "distúrbios". 

"Foram realizados atentados para danificar infraestruturas de segurança, queimaram pneus, lançaram pedras e objetos em chamas". 

Em resposta, diz o comunicado, "os soldados recorreram a meios antidistúrbios e dispararam de acordo com as normas". 

A Anistia Internacional pediu nesta sexta-feira um embargo de armas contra Israel pelo uso de balas reais.

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