Resposta inicial

Secretário de Defesa dos EUA sugere novas ações contra China por "militarização"

Jim Mattis criticou os sistemas de armas em ilhas artificiais adotados por Pequim

19:14 · 02.06.2018 por Estadão Conteúdo
Militarização
As declarações do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, ocorrem num momento delicado para as relações entre Estados Unidos e China ( Foto: AFP )

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, sinalizou a possibilidade de novas ações norte-americanas contra a China caso a "militarização" do Mar da China Meridional continue. Ele afirmou que Pequim estava intimidando outros na região ao colocar sistemas de armas em ilhas artificiais.

Mattis afirmou que a decisão recente do governo Trump de desconvidar a China para um exercício naval multinacional foi uma "resposta inicial" às atividades de Pequim nas ilhas. Ele afirmou ainda que a reação norte-americana foi uma consequência "relativamente pequena". "Espero que haja consequências muito maiores no futuro". 

O presidente Donald Trump, apoiando as declarações do chefe do Pentágono, disse no Twitter, em tom de ironia: "Muito surpreso que a China esteja fazendo isso?". 

A dependência chinesa de sua musculatura militar para alcançar suas metas "não é uma forma de fazer colaboração de longo prazo" disse Mattis. "Há consequências que vão continuar se apresentando se a China não encontrar uma forma mais colaborativa", acrescentou. 

As declarações do secretário de Defesa ocorrem num momento delicado para as relações entre Estados Unidos e China. O governo Trump está cautelosamente pedindo ajuda da China com a Coreia do Norte, ao mesmo tempo em que ameaça uma guerra comercial. Trump renovou sua ameaça de elevar tarifas a produtos chineses apenas alguns dias antes de seu secretário de Comércio chegar em Pequim no sábado para conversas. 

Para Mattis, não há dúvidas quanto às intenções da China. "Apesar das alegações chinesas em contrário, a disposição de sistemas de armas está ligada diretamente ao uso militar para os propósitos de intimidação e coerção", afirmou. 

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