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Protesto diante da ONU pede respostas à morte de Marielle

Mariana Tavares, estudante brasileira que organizou o evento, ainda contou com a colaboração de sindicatos suíços

22:30 · 23.03.2018 por Estadão Conteúdo
Mariele
A vereadora foi assassinada na noite do último dia 14 ( Foto: AFP )

Cerca de 150 pessoas se reuniram, nesta sexta-feira (23), diante da sede da ONU em Genebra para pedir respostas diante do assassinato de Marielle Franco, vereadora carioca do PSOL.

Com cartazes denunciando a violência no Brasil, grupos brasileiros e estrangeiros exigiam a realização de investigações independentes sobre o caso e que os responsáveis sejam levados à Justiça. Em português, inglês e francês, oradores se alternaram para ler a declaração que cerca de cem entidades fizeram durante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, na última terça-feira (20). 

Mariana Tavares, estudante brasileira que organizou o evento, ainda contou com a colaboração de sindicatos suíços. "Muitos que falam a verdade ao poder no Brasil sofrem violência e estigmatização sem precedentes", afirmou. 

A pressão sobre o governo brasileiro, porém, deve se intensificar nos próximos dias. Relatores da ONU querem respostas oficiais por parte de Brasilia e, na próxima semana, podem emitir novos comunicados denunciando o País. 

Para 2018, porém, o governo brasileiro não irá receber relatores de direitos humanos da entidade. Dois deles - Michel Forst e Phillip Alston - receberam indicações que apenas serão recebidos no Brasil em 2019, depois das eleições presidenciais. Um terceiro teve sua visita cancelada.

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