Vaticano

Papa Francisco pede fim do "extermínio" na Síria e reconciliação na Terra Santa

No discurso, o pontífice mencionou a tensão na Coreia, a crise venezuelana e pediu respeito aos direitos humanitários

08:50 · 01.04.2018 / atualizado às 09:19 por AFP
Papa francisco
Papa Francisco cumprimenta a multidão na Basílica de São Pedro, após a missa de Páscoa ( Foto: Andreas Solaro / AFP )

O papa Francisco pediu neste domingo (01) o fim do "extermínio" na Síria e defendeu a reconciliação na Terra Santa, em referência aos confrontos letais de sexta-feira na fronteira entre Israel e Gaza.

Em sua tradicional mensagem Urbi et Orbi no domingo de Páscoa na basílica de São Padro, o pontífice pediu o "fim imediato do extermínio" na Síria e o "respeito ao direito humanitário" para permitir o acesso à ajuda.

"Invocamos frutos de reconciliação para a Terra Santa, que nestes dias também está sendo afetada por conflitos abertos que não respeitam os indefesos", disse.

Papa Francisco defende negociações com a Coreia do Norte

A mensagem também incluiu uma referência à península da Coreia, que vive um processo de distensão após dois anos de escalada da tensão provocada pelos testes nucleares e balísticos da Coreia do Norte.

"Que os que têm responsabilidades diretas atuem com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e para gerar confiança na comunidade internacional", disse o papa.

Ao falar sobre o Iêmen, país devastado por três anos de guerra, também pediu "diálogo e respeito mútuo".

Francisco também citou a Venezuela, país ao qual desejou uma saída "justa, pacífica e humana" para a crise política e humanitária.

"Suplicamos frutos de consolação para o povo venezuelano, que — como escreveram seus pastores — vive em uma espécie de 'terra estrangeira' em seu próprio país", afirmou o pontífice.

Ele desejou que pela "força da ressurreição do Senhor Jesus, encontre a via justa, pacífica e humana para sair o quanto antes da crise política e humanitária que o oprime, e não faltem a acolhida e assistência a quantos entre seus filhos que estão obrigados a abandonar sua pátria".

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