Resposta aos críticos

Maduro diz que eleição regional domingo será "surpresa" para mundo e cita Temer

Presidente da Venezuela também negou que o país viva uma ditadura e criticou as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

13:44 · 12.10.2017 por Estadão Conteúdo
maduro
"Eu convoco o povo para que saia a votar e cada voto seja contra as sanções imperialistas, um voto para que Trump, Santos e Temer recebam a mensagem de que a Venezuela é soberana, um país livre" afirmou Maduro ( Foto: AFP )

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na noite de quarta-feira (11) que o resultado da eleição regional do país no domingo (15) "será uma surpresa para o mundo". Ao falar por telefone a um programa da televisão estatal, Maduro negou que o país viva uma ditadura e criticou as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de atacar o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e também o do Brasil, Michel Temer.

"Estamos ante um cenário que será uma grande surpresa para o mundo inteiro, eles quiseram nos qualificar como ditadura, eu convoco o povo para que saia a votar e cada voto seja contra as sanções imperialistas, um voto para que Trump, Santos e Temer recebam a mensagem de que a Venezuela é soberana, um país livre" afirmou Maduro, segundo a imprensa local.

A Venezuela enfrenta uma grave crise, com inflação fora de controle e o desabastecimento de alguns produtos básicos. Consultorias estimam que a economia do país possa encolher pouco mais de 10% neste ano e no mesmo ritmo em 2018. O país ainda foi alvo de sanções do governo americano em setembro, por causa da repressão de Caracas a opositores.

Maduro afirmou que os que votarem estarão reconhecendo o poder da Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Já os candidatos opositores, segundo o jornal local El Universal, têm dito que se subordinarão à Constituição da República, vigente desde 1999, não à ANC. A oposição venezuelana não reconhece a Assembleia Constituinte convocada por Maduro, qualificando o processo de eleição para ela como ilegal e como uma estratégia para enfraquecer o Legislativo, controlado pelos oposicionistas.

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