adoções ilegais

Índia manda investigar centros infantis da ordem de Madre Teresa por suposta venda de bebês

Em julho, uma freira e um funcionário de um centro de assistência a mulheres grávidas e mães solteiras foram detidos após acusações de terem vendido cinco crianças

11:00 · 17.07.2018 / atualizado às 11:16
Índia manda investigar centros infantis da ordem de Madre Teresa por suposta venda de bebês
A adoção infantil é um grande negócio na Índia. Calcula-se que 100 mil crianças desapareçam a cada ano ( Foto: Arquivo )

A Índia ordenou que sejam investigados todos os centros para crianças administrados pela ordem das Missionárias da Caridade, fundada pela Madre Teresa de Calcutá, depois de um suposto caso de venda de bebês.

Em julho, uma freira e um funcionário de um centro na cidade de Ranchi, no estado de Jharkhand, que dava assistência a mulheres grávidas e mães solteiras, foram detidos após acusações de terem vendido cinco bebês.

A ministra indiana de Desenvolvimento Feminino e Infantil, Maneka Gandhi, determinou nesta segunda-feira (16) que todos os governos estatais "inspecionem de imediato" todos os centros em todo o país.

"Ao tomar conhecimento dos casos recentes de adoções ilegais feitas pelas Missionária da Caridade em Jharkhand, Maneka Gandhi instruiu os estados que inspecionem imediatamente todos esses centros de cuidado infantil", afirmou o ministério em nota. 

A porta-voz das missionárias, Sunita Kumar, não se pronunciou. 

As Missionárias da Caridade deixaram de organizar adoções em 2015, afirmando discordar das regras governamentais que facilitaram que pessoas solteiras, divorciadas ou separadas adotassem crianças. 

A ministra também anunciou que todas as instituições de cuidado infantil serão colocadas sob a Autoridade Central de Adoções a partir do próximo mês. Cerca de 4 mil instituições estão fora do escopo do órgão, afirmou o ministério.

A adoção infantil é um grande negócio na Índia. Calcula-se que 100 mil crianças desapareçam a cada ano, segundo dados do governo. Muitos são vendidos por famílias pobres; em outros casos, são sequestrados em hospitais ou estações de trem. 

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