magnata do cinema

Harvey Weinstein pode ser preso a qualquer momento

O produtor foi acusado de assédio sexual e estupro por dezenas de mulheres

12:39 · 08.03.2018 / atualizado às 12:55 por FolhaPress
Harvey Weinstein pode ser preso a qualquer momento
No fim do ano passado, Harvey Weinstein foi alvo de um dos maiores escândalos sexuais envolvendo a indústria do entretenimento ( Foto: Robyn Beck / AFP )

O produtor Harvey Weinstein, fulminado por acusações de assédio sexual e estupro contra dezenas de mulheres, pode ser preso a qualquer momento, segundo informou o chefe de investigadores da polícia de Nova York nesta quarta (7). 

Segundo ele, para efetuar a prisão só é necessário que o promotor-chefe de Manhattan o autorize. O site Daily Beast informa que a polícia "está pronta" para prendê-lo. 

Procurado, o promotor-chefe não se manifestou a respeito do assunto.

O jornal britânico The Guardian informa que a polícia nova-iorquina investiga acusações de estupro supostamente cometido por Weinstein contra uma série de mulheres, incluindo a atriz Paz de la Huerta, da série "Boardwalk Empire", que afirmou ter sido abusada duas vezes pelo produtor. 

A polícia de Los Angeles também conduz suas investigações contra o outrora poderoso magnata do cinema. A base são os relatos de cinco supostas vítimas. Os advogados de Weinstein negam que ele tenha praticado sexo não consensual com qualquer pessoa e que ele irá se defender dessas queixas em qualquer "forum legal quando necessário". 

As acusações contra Weinstein vieram à tona em outubro do ano passado, após a publicação de uma série de reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, dando conta de que dezenas de mulheres, entre atrizes e modelos conhecidas, foram vítimas de abuso sexual por parte dele. 

A queda de Weinstein precipitou que casos de abuso envolvendo outros nomes poderosos da indústria do entretenimento, como Kevin  Spacey e Louis C.K., também viessem à tona. A onda de acusações também propiciou o surgimento de movimentos como o #MeToo e o "Time's Up", que lutam, respectivamente, contra os abusos e a favor de mais representatividade. 

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