Conflito

Guerra civil na Síria completa sete anos nesta quinta-feira (15); entenda causas e consequências

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sete anos de conflito na Síria deixaram mais de 350 mil pessoas mortas

Uma criança síria ferida foi levada a uma clínica improvisada em Hazeh, no enclave rebelde de Ghouta Oriental, nesta quinta-feira (15), após incêndio relatado pelo governo sírio ( Foto: Amer Almohibany / AFP )
16:01 · 15.03.2018 por Folhapress / AFP

Em 15 de março de 2011, foi a primeira vez em que milhares de sírios foram às ruas para pedir mudanças no regime de Bashar al-Assad e a libertação de presos pela ditadura, em meio à Primavera Árabe, que já havia passado por Tunísia, Egito, Líbia, Bahrein e Iêmen.

No caso sírio, porém, as manifestações se transformaram em uma guerra civil com a participação indireta de diversas potências. Sete anos de conflito na Síria deixaram mais de 350 mil pessoas mortas, de acordo com um número de mortes global atualizado, divulgado hoje pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Resposta violenta a protestos

Durante 2011, o regime de Bashar al-Assad responde com violência a protestos em diversas cidades, que pediam reformas democráticas.

Ataques com armas químicas

Dois ataques com gás sarin deixam centenas de mortos em 2013; EUA acusam o regime de Assad. Apesar de ameaças dos EUA e da ONU, outros ataques com armas químicas acontecem entre 2015 e 2018; tropas de Assad e rebeldes acusam um ao outro de ser responsável pelos ataques.

Participação dos EUA

Após Obama dizer em 2013 que Assad tinha cruzado a "linha vermelha" ao usar armas químicas, EUA aumentam o apoio militar aos rebeldes anti-Assad. Em 2014, forças dos EUA passam a bombardear alvos do Estado Islâmico; em 2015, soldados são enviados ao norte da Síria para apoiar os curdos que enfrentam o EI na região.

Estado Islâmico

Facção se expande na Síria e declara em 2014 ter formado um "califado" que ia de Aleppo ao Iraque; em outubro, com domínios reduzidos a menos da metade, é expulsa de Raqqa, seu bastião.

Participação da Rússia

Apoiadora do governo de Assad desde o início do conflito, a Rússia entrou na guerra diretamente em 2015, bombardeando rebeldes e dando apoio militar às forças de Assad, que começam a ter mais vitórias.

Refugiados

Em 2015, a foto do corpo do menino sírio Alan Kurdi, 3, que morreu no naufrágio do barco em que estava tentando chegar à Turquia, chamou a atenção para o drama dos refugiados da guerra civil.

Aleppo

Confrontos entre rebeldes e tropas leais a Assad se espalham para Aleppo, segunda maior cidade da Síria, em 2012; após anos de enfrentamentos, forças do governo cercaram a cidade, levando à falta de comida e remédios para a população, e retomaram o controle em dezembro de 2016.

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