Deportação

Expulsar imigrantes será prioridade, diz novo ministro do Interior italiano

Durante a campanha, Salvini defendeu a proposta de deportar 500 mil imigrantes que vivem ilegalmente no país

Salvini faz parte do governo de coalizão formado entre os partidos Liga e Movimento Cinco Estrelas, a ser liderado pelo premiê Giuseppe Conte ( Foto: Andreas Solaro / AFP )
15:37 · 01.06.2018 por Folhapress

O líder do partido Liga, de direita, e recém-empossado ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, afirmou que o governo de que faz parte adotará uma posição mais dura no que diz respeito à imigração.

"Portas abertas na Itália para pessoas boas e um bilhete de ida para aqueles que vêm para Itália causar confusão e acham que vamos cuidar deles. Mandá-los de volta para casa será uma das nossas maiores prioridades", disse Salvini logo após o presidente Sergio Mattarella aprovar o novo governo, na noite de quinta-feira (30). 

Durante a campanha, Salvini defendeu a proposta de deportar 500 mil imigrantes que vivem ilegalmente no país -promessa considerada pouco realista mas que causou preocupação entre especialistas, grupos humanitários e estrangeiros. 

Além de aumentar as expulsões, o novo ministro disse nesta sexta (1º), após ser empossado, que pretende reduzir o número dos que chegam e os recursos gastos pelo país com refugiados e solicitantes de asilo. 

Salvini faz parte do governo de coalizão formado entre os partidos Liga e Movimento Cinco Estrelas, a ser liderado pelo premiê Giuseppe Conte. O líder do 5 Estrelas,  Luigi Di Maio, assumiu uma nova pasta que engloba os ministérios de Trabalho e Desenvolvimento Econômico. 

Ele disse ter pedido a Conte "que preste especial atenção aos 5 bilhões de euros [R$ 22 bilhões] que serão destinados neste ano à ajuda a milhares de imigrantes que estão no país". 

"Quero dar uma boa tesourada. Me parece muito. Vamos ter um enfoque cultural ligeiramente diferente", afirmou. 

A chegada de refugiados à Itália caiu no último ano, como resultado de controversos acordos assinados pelo governo com a Líbia para aumentar a patrulha costeira e impedir que os imigrantes entrassem em barcos para cruzar o Mediterrâneo. 

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