Contra Regime Chavista

EUA condenam “eleições fraudulentas” na Venezuela

O secretário de Estado norte-americano disse que Maduro terá de encarar o isolamento da comunidade internacional enquanto ele não retomar o caminho da democracia, com eleições "livres, justas e transparentes"

Ainda segundo a nota do secretário de Estado, o processo foi coreografado por um “regime muito impopular e com muito medo do seu próprio povo para arriscar eleições livres e [uma] competição aberta” ( Foto: Juan Barreto / AFP )
15:37 · 21.05.2018 por Agência Brasil

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, condenou, nesta segunda-feira (21), o que chamou de “eleições fraudulentas” ocorridas na Venezuela durante o dia de ontem. Segundo Pompeo, o processo foi “um ataque à ordem constitucional e uma afronta à tradição da democracia na Venezuela”.

Em nota, Pompeo afirmou que Maduro falhou em defender o direito do povo venezuelano à democracia previsto na Carta Democrática Interamericana e que “os Estados Unidos ficam ao lado das nações democráticas em apoio ao povo venezuelano e vão estabelecer rápidas medidas econômicas e diplomáticas para apoiar a restauração dessa democracia".

> Europa estuda medidas contra Maduro; China e Rússia apoiam chavista

O secretário de Estado também disse que, até que o governo de Maduro retome o caminho da democracia na Venezuela por meio de eleições “livres, justas e transparentes”, seu governo terá de encarar isolamento da comunidade internacional. Pompeo acusou o governo venezuelano de, segundo ele, em uma de suas ações “mais desprezíveis”, racionar a distribuição de comida para “manipular os votos de venezuelanos famintos”.

Ainda segundo a nota do secretário de Estado, o processo foi coreografado por um “regime muito impopular e com muito medo do seu próprio povo para arriscar eleições livres e [uma] competição aberta”. Pompeo também acusa Maduro de suprimir a imprensa, aparelhar as Cortes venezuelanas e o Conselho Eleitoral Nacional com membros parciais alinhados ao governo, que, segundo ele, “silenciou vozes dissidentes”. “Ele [Maduro] baniu os maiores partidos de oposição e líderes de participarem [do pleito]”.

Segundo o departamento de Estado norte-americano, até 14 de maio deste ano, mais de 338 pessoas continuam presas na Venezuela na condição de presos políticos. 

Nas eleições deste domingo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi reeleito para mais seis anos de mandato com 67,7% dos votos. O segundo colocado, o oposicionista Henri Falcón, recebeu 21,1%. Nesta segunda-feira, o Brasil e mais 13 países ( Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia), que integram o Grupo de Lima, informaram que não reconhecem a legitimidade das eleições venezuelanas.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.