"problema da imigração"

Espanha pede 'solução europeia' após chegada de 1.200 migrantes em dois dias

O ministro espanhol, Fernando Grande-Marlaska, foi a Algeciras para constatar como os migrantes estão sendo atendidos pelas forças de segurança e pela Cruz Vermelha

16:46 · 28.07.2018 por AFP
Fernando Grande-Marlaska
Fernando Grande-Marlaska em Algeciras ( AFP )
O ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, pediu neste sábado (28), na Andaluzia, uma "solução europeia" para o "problema da imigração", depois que a Guarda Costeira espanhola auxiliou mais de 1.200 migrantes no mar em dois dias.
 
"Viemos aqui para ver no terreno os problemas que existem, o problema da imigração, que é um problema da Europa, que precisa de uma solução europeia", declarou à imprensa o ministro Grande-Marlaska, membro do novo governo do socialista Pedro Sánchez, ao visitar a província de Cádiz, segundo uma gravação enviada pela delegação oficial.
 
O ministro foi a Algeciras para constatar como os migrantes estão sendo atendidos pelas forças de segurança e pela Cruz Vermelha.
 
Em sua conta no Twitter, o serviço público de Salvamento Marítimo anunciou neste sábado que 334 pessoas recém-chegadas de 17 embarcações improvisadas receberam ajuda hoje.
 
Na sexta, a Guarda Costeira socorreu 888 pessoas em um único dia.
 
Este ano, a Espanha se tornou a primeira porta de entrada de migrantes irregulares à Europa, à frente da Itália.
 
"Isso era de se esperar", afirmou o ministro, acusando o governo anterior, do conservador Marino Rajoy, de "um pouquinho de imprevisão", depois de as chegadas pelo mar terem começado a disparar no ano passado.
 
"Estamos abrindo um centro no [...] porto de Algeciras", com capacidade para mais de 600 lugares, declarou, afirmando que se trabalha "contra o relógio".
 
Mais de 20.992 migrantes em situação irregular chegaram à Espanha pelo mar desde o início do ano, e 304 morreram durante a travessia, segundo um registro da Organização Internacional para as Migrações (OIM), com data de 25 de julho.
 
Até então, a Itália contava com 18.130 chegadas e 1.111 mortos, enquanto a Grécia contabilizava 15.528 chegadas e 89 óbitos.

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