EM PYONGYANG

Coreia do Norte ameaça Japão e Coreia do Sul após novas sanções

O regime norte-coreano acredita ser necessário "desferir um golpe" sobre os japoneses, que "não demonstraram razoabilidade"

08:48 · 14.09.2017 / atualizado às 09:06
Coreia do Norte faz ameaças após novas sanções
Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte para sufocar ainda mais sua economia ( Foto: AFP )

A Coreia do Norte estendeu sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando o apoio "ardente" destes países aos Estados Unidos na busca de novas sanções. 

O regime norte-coreano acredita ser necessário "desferir um golpe" sobre os japoneses, que "não demonstraram razoabilidade", nem mesmo depois do lançamento de um míssil balístico intercontinental sobre o arquipélago, cujas ilhas "deveriam afundar no mar pela bomba nuclear Juche", disse um porta-voz do Comitê Norte-Coreano para a Paz da Ásia-Pacífico em um comunicado divulgado pela agência KCNA.

O comitê norte-coreano também atacou o governo sul-coreano, acusando-o de "traidores" e "cachorros dos Estados Unidos" ao pedir sanções mais duras para seus "compatriotas".

"O grupo de traidores pró-americanos deve ser severamente punido e liquidado com um ataque de fogo para que eles não possam sobreviver. Só então, a nação coreana poderá prosperar em um território unificado", disse.

Desta forma, Pyongyang mostrou sua rejeição ao apoio dado pelos países vizinhos para as novas sanções impostas na última segunda-feira (11) pelo Conselho de Segurança da ONU, dizendo estar "furioso".

O regime liderado por Kim Jong-un acusou a organização de ter se tornado em "uma ferramenta do mal" que serve aos EUA, e que ao invés de garantir a paz e a segurança, "destrói sem piedade".

"O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, em consequência, uma ferramenta tão inútil deve ser dissolvida imediatamente", diz o comunicado da KCNA.

A ONU aprovou na última segunda-feira novas sanções contra a Coreia do Norte para sufocar ainda mais sua economia, em resposta ao seu sexto e mais potente teste nuclear, executado no dia 3 deste mês. As informações são da Agência Brasil.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.