Grupo de Lima

Brasil e mais 10 países reagem a suposta ação militar na Venezuela

Em nota conjunta, os países repudiaram qualquer ação ou declaração dos Estados Unidos que "implique uma intervenção militar ou o exercício da violência"

13:58 · 16.09.2018 / atualizado às 14:00 por Estadão Conteudo
Nicolás Maduro
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, mencionou uma possível "intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela ( Foto: Marcelo Garcia / AFP )

O Brasil e mais dez países latino-americanos integrantes do Grupo de Lima rechaçaram neste sábado (15), em nota conjunta, qualquer ação ou declaração que "implique uma intervenção militar ou o exercício da violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela".

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A nota conjunta foi divulgada horas depois de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmar que "com respeito a uma intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, não devemos descartar nenhuma opção."Apesar de ser um duro crítico do regime de Nicolás Maduro, Almagro não havia até então avançado para a hipótese militar. 

O governo dos Estados Unidos vem pressionando os países da região a seguir por essa linha. Em setembro do ano passado, no período em que ocorreu a Assembleia-geral das Nações Unidas em Nova York, o presidente Donald Trump recebeu um grupo de mandatários da região. O presidente brasileiro Michel Temer era um dos convidados. 

Segundo um dos presentes, Trump perguntou se eles tinham certeza que não queriam uma "solução militar" para a Venezuela. A oferta pegou a todos de surpresa e não estava claro se o americano estava falando sério ou brincando. De toda forma, a proposta foi rejeitada por todos. Foi dito a ele que a hipótese estava fora de cogitação. Eram convidados o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti. 

Na nota de ontem, o Grupo de Lima, criado para discutir de forma articulada a crise venezuelana, reafirmou seu compromisso de contribuir para a volta da democracia naquele país com iniciativas no âmbito do direito internacional. Assinam a nota: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. 

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