Em cúpula na Argentina

Obama defende uso de energias limpas

Democrata afirmou não haver contradição entre preocupação ambiental e possibilidade de forte crescimento econômico

O ex-presidente norte-americano disse que atual geração de líderes dispõe de meios científicos e a imaginação necessários para ‘reparar o planeta’ ( Foto: AFP )
00:00 · 07.10.2017

Buenos Aires. O ex-presidente norte-americano Barack Obama fez, na sexta-feira (6), um apelo em favor da adoção das energias limpas e de superar as mudanças climáticas, em uma conferência sobre meio ambiente na Argentina. 

Obama disse a uma audiência de ministros do governo, líderes empresariais e ativistas ambientais que eles faziam parte de uma geração com os meios científicos e a imaginação necessários para começar a reparar o planeta. “Isto já não é especulação, já não é uma questão que podemos adiar, isto está firmemente no presente”, afirmou. 

“Se aproveitarmos este momento crítico, teremos a oportunidade de desacelerar e inclusive frear uma tendência que poderia ser desastrosa”, disse Obama, que assinou o acordo climático de Paris que o presidente Donald Trump decidiu abandonar. 

Obama disse que apesar da retirada dos Estados Unidos do acordo de Paris, “a boa notícia” é que o país alcançará seus objetivos. “Porque muito do que fizemos está agora incrustado em nossa economia e em nossa cultura. Porque nossos estados e cidades, nossas universidades e nossas maiores empresas deixaram claro que continuarão avançando pelo bem das gerações futuras”, argumentou. 

O ex-presidente opinou, porém, que o acordo de Paris não resolverá por si só a crise climática, e que à medida que a tecnologia evolui, será necessário estabelecer objetivos mais audazes. 

Na Cúpula Economia Verde, que acontece durante dois dias na cidade argentina de Córdoba, vários especialistas, incluindo o prêmio Nobel de Economia Edmund Phelps, insistiram em que a luta global pelas energias limpas reside nas empresas e nas pessoas comuns, já que os governos estão atrasados. Obama disse que os líderes empresariais tinham que lembrar que não havia nenhuma contradição entre um ambiente limpo e um forte crescimento econômico. Mas Phelps também advertiu que as mudanças climáticas geram uma “histeria maciça” e levam a uma “hiper-regulamentação ”. 

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