54 desaparecidos

Naufrágio mata 27 na RD Congo

00:00 · 17.07.2017
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O transporte fluvial é um dos mais utilizados no país que era conhecido como Zaire até 1997 ( Foto: AFP )

Idiofa. Uma embarcação naufragou no rio Kasai, no sudoeste da República Democrática do Congo (RDC), fazendo ao menos 27 mortos e 54 desaparecidos, anunciou ontem uma autoridade local. "Após buscas rigorosas, o balanço atual é de 27 mortos e 54 desaparecidos no naufrágio da embarcação", declarou o governador de Idiofa, Jacques Mbila. "O sobrepeso e a embriaguez dos condutores são as principais causas do naufrágio", acrescentou Mbila. "As vítimas são, em sua maioria, estudantes que partiam de férias".

"Identificamos duas religiosas entre as vítimas", declarou, por sua vez, Nelly Mafuta, jornalista de uma rádio local.

O padre da catedral de Idiofa afirmou que "celebrou uma missa em memória das 27 pessoas mortas neste naufrágio".

O barco partiu de Dibaya, na província central rebelde do Kasai, com o destino final Ilebo, em outra província rebelde do centro da RDC.

O transporte fluvial é um dos mais utilizados na RDC, que tem muitos rios - o maior é o Congo com 4.700 km, seguido por seu afluente, o rio Kasai, de 2.361 km - e lagos. Os naufrágios são comuns nos rios da República Democrática do Congo, na maioria das vezes devido a barcos sobrecarregados. Além disso, a maioria dos barcos não respeitam qualquer regra de segurança (coletes, boias, etc).

Jornalista americana

Também na República Democrática do Congo, uma jornalista norte-americana sequestrada por milicianos foi encontrada "sã e salva" ontem pelo Exército congolês em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, anunciou uma autoridade regional.

"A jornalista americana Lisa Dupuy foi encontrada sã e salva na madrugada deste domingo, por volta das 3h, por soldados das Forças Armadas da RDC mobilizados para procurá-la, junto com onze guardas florestais que estavam desaparecidos" desde sexta-feira (14), indicou Pacific Keta, vice-governador da província de Ituri.

Outro funcionário confirmou a informação, acrescentando que a operação deixou pelo menos cinco mortos. "O Exército encontrou a jornalista americana. Ela passa bem, mas quatro dos guardas florestais e um civil que trabalhava como rastreador morreram", indicou.

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