Tempestade tropical

'Nate' mata mais de 20 na América Central

Tormenta causou inundações e um rastro de danos em pelo menos três países e segue para a América do Norte

Após o fenômeno causar estragos às comunidades da Costa Rica, moradores das áreas atingidas contabilizavam os prejuízos, para reconstruir seus lares ( Foto: AFP )
00:00 · 07.10.2017

Tegucigalpa/San José. A tempestade tropical Nate avançava, na sexta-feira (6), ao longo da costa caribenha de Honduras para o México e os EUA, após devastar os países centro-americanos, onde deixou 24 mortos.

Costa Rica, Nicarágua e Honduras, os países mais atingidos por Nate, começavam a contabilizar os danos, enquanto as chuvas pareciam dar uma trégua.

A tempestade deixou 11 mortos na Nicarágua, dez na Costa Rica e três em Honduras, além de vários desaparecidos, de acordo com os serviços de emergência. Comunidades inteiras continuavam isoladas por destruição de pontes, inundações de estradas, rios que transbordaram e deslizamentos de terra que arrasaram casas e estradas, enquanto a saturação de água no solo ameaça novos deslizamentos.

Em Honduras, a parte sul do país foi a mais afetada e segue o alerta amarelo para a maior parte do território, segundo a Comissão Permanente de Contingências (Copeco). O chefe do Corpo de Bombeiros do departamento hondurenho de Gracias a Dios, o sargento Dougas Espinal, disse que ainda chovia na região, mas sem grandes problemas.

Desaparecidos

Na Costa Rica, as comunidades do Pacífico norte e a zona sul ainda estavam inundadas, enquanto as equipes de resgate procuravam mais de 30 pessoas que estavam desaparecidas.

O presidente Luis Guillermo Solis anunciou três dias de luto pelas oito pessoas mortas no país, incluindo uma menina de três anos que morreu em um deslizamento de terra que destruiu sua casa.

Solis advertiu que, apesar da melhora do tempo, ainda existe o risco de inundações e deslizamentos de terra porque tudo indica que as chuvas continuarão no fim de semana e os solos estão saturados de água. "Realizamos uma avaliação muito detalhada da situação climática. Está melhorando, mas não em Guanacaste (noroeste) e no sul. Esta situação é enganosa porque vai chover durante o fim de semana, o solo está saturado e há possibilidade de deslizamentos de terra", advertiu o presidente.

Mais de 5 mil pessoas permanecem em abrigos na Costa Rica, e o presidente pediu-lhes que continuassem por mais alguns dias para facilitar o trabalho de recuperação das áreas afetadas.

Na Nicarágua, várias localidades estavam isoladas em razão do bloqueio de estradas no norte e no sul do país.

Além disso, milhares de famílias ficaram sem eletricidade.

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