repercussão

Mundo reage à morte de Annan

00:00 · 20.08.2018
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Kofi Annan, chefe da diplomacia da ONU entre 1997 e 2006, morreu em um hospital de Berna, na Suíça ( FOTO: AFP )

Genebra. A morte do ex-secretário-geral da ONU e Prêmio Nobel da Paz Kofi Annan suscitou muitas reações e homenagens em todo mundo, no fim de semana. Em nota do Itamaraty, o governo brasileiro lamentou a morte de Annan, um "amigo do Brasil" e "um dos maiores defensores do multilateralismo".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua tristeza pela morte de seu antecessor à frente das Nações Unidas, qualificando-o de "força que guiava para o bem".

O presidente de Gana - país natal de Annan-, Nana Akufo-Addo, declarou uma semana de luto em homenagem a um de "nossos mais ilustres compatriotas". O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que "o maior reconhecimento que podemos fazer a Kofi Annan é preservar seu legado".

"Sempre admirei sua sabedoria e coragem em momentos críticos. Sua lembrança estará sempre no coração dos russos", disse Vladimir Putin, líder russo.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, elogiou a devoção de Annan "para fazer do mundo um lugar mais pacífico". Annan ainda teve seu mandato marcado pela decisão de denunciar como "ilegal" a guerra de George W. Bush no Iraque.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que "a França lhe faz uma homenagem". "Não esqueceremos jamais seu olhar tranquilo e decidido, nem suas lutas".

"Me entristece a notícia da morte de Kofi Annan. Era um homem de Estado excepcional a serviço da comunidade mundial", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. O presidente da África do Sul Cyril Ramaphosa qualificou Annan como um "grande líder e diplomata extraordinário", que ajudou a causa da África no seio da ONU.

Nascido em 1938, Annan faleceu no sábado. Ele teria sofrido uma doença súbita, segundo o comunicado de sua fundação.

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