Tremor de 8,2 graus

México já conta 96 mortos, após sismo

Terremoto destruiu hotel na cidade de Juchitán de Zaragoza, no Estado de Oaxaca ( Foto: Agência France Presse )
00:00 · 12.09.2017

Oaxaca de Juárez. O número de mortos pelo terremoto de 8,2 graus de quinta-feira no México, o mais intenso em um século no país, subiu para 96, ontem, após a confirmação de novos óbitos no estado de Oaxaca, informou a presidência.

Eduardo Sánchez, porta-voz da presidência do México, confirmou o novo balanço, depois que o governador de Oaxaca informou na televisão local sobre as novas vítimas no estado.

O governo afirmou que as tarefas de emergência prosseguem, com a distribuição de dezenas de milhares de pacotes de alimentos, mantimentos, leite, cobertores, entro outros, nas zonas afetadas, principalmente Chiapas e Oaxaca.

Muitos moradores, no entanto, que viram suas casas reduzidas a escombros ou prestes a desabar, estão desesperados e reclamam da lentidão da ajuda.

"Continuamos sem água e sem luz, dormimos com as crianças do lado de fora, ninguém veio nos ajudar", declarou María de los Ángeles Orozco, mãe de uma das muitas famílias que perdeu sua casa e que agora vive nas ruas de Juchitán (Oaxaca), com 100 mil habitantes, convertida em epicentro da tragédia com dezenas de mortos.

A família de Juana Luis improvisou uma casa sob uma grande árvore, depois que sua casa desabou no terremoto. Recuperaram uma mesa, cadeiras e outros objetos. Mas a situação é difícil.

"Antes comprávamos um frango por 70 pesos (4 dólares), agora vendem por 300 (17 dólares). Estou nervosa, por mais que eu queira comprar quando meus filhos pedem, não posso", explica a matriarca, sem conter as lágrimas. Várias mulheres disputaram os pacotes entregues pelos militares, com biscoitos, arroz, leite em pó e café.

Na pequena praça da Igreja de Martes Santo, várias famílias dormiram na rua, temendo voltar para suas casas. As pessoas evitam os albergues porque temem ser assaltadas.

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