Após ataque

Maduro lança ofensiva contra seus opositores

00:00 · 09.08.2018

Caracas. O governo da Venezuela empreendeu uma ofensiva contra supostos autores intelectuais de um atentado contra o presidente Nicolás Maduro, com o anúncio de um processo para julgar deputados opositores. Ontem, a governista Assembleia Constituinte retirou a imunidade dos deputados opositores Julio Borges - ex-presidente do Parlamento- e Juan Requesens, acusados de tentar assassinar o presidente Nicolás Maduro.

"Aprovado por unanimidade (...) São os dois primeiros que aparecem apontados pela investigação. A Justiça chegará a todo aquele que esteja envolvido", disse o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, após uma votação à mão levantada.

Durante um longo discurso no qual apresentou o que considera provas de tentativa de magnicídio, Maduro acusou o ex-chefe do Parlamento, o exilado Julio Borges, de estar vinculado ao ataque com drones carregados de explosivos de que teria sido vítima no sábado passado.

Na mensagem à Nação, também acusou o deputado Juan Requesens, que, como Borges, pertence ao partido Primeiro Justiça. "Todas as declarações (dos seis detidos como autores do atentado) apontam para Julio Borges, que vive em uma mansão em Bogotá amparado pelo governo da Colômbia. Sabemos que ele tem a covardia para participar deste tipo de evento".

Maduro chamou Requesens de um de seus adversários "mais loucos e psicopatas". Maduro também voltou a acusar o então presidente colombiano, Juan Manuel Santos, de orquestrar o ataque. "Não tenho dúvidas de que ele teve participação".

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