Grupo separatista

Madri: crimes do ETA serão punidos

00:00 · 04.05.2018

São Sebastião. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, advertiu, ontem, a organização separatista basca ETA de que não deve esperar impunidade por sua iminente dissolução, que acabará com a última insurreição armada da Europa ocidental após décadas de violência. "Faça o que fizer, o ETA não vai encontrar nenhum resquício para a impunidade de seus crimes", afirmou o chefe de Governo conservador, que rejeitou qualquer diálogo com o grupo desde que chegou ao poder em 2011. "Não conseguiu nada quando deixou de matar porque sua capacidade operacional foi liquidada pelas forças de segurança e tampouco vai conseguir nada agora com novas operações de propaganda", disse Rajoy, em um evento em Logroño (norte), perto do País Basco.

Fundado em 1959 sob a ditadura de Francisco Franco, acusado de reprimir a cultura basca, o ETA deixou um rastro de violência, com pelo menos 829 mortos ao longo de quatro décadas em sua campanha pela independência do País Basco e Navarra.

Considerado um grupo terrorista pela União Europeia, o ETA matou - em atentados com bomba, ou tiros na nuca- políticos, policiais, militares, juristas e civis. O grupo também recorreu a sequestros e extorsões. Afetada pelas sucessivas operações policiais e ante o repúdio generalizado da população, a organização acabou renunciando à violência em 2011. Um ano antes, anunciou que entregou suas armas às autoridades francesas. Na quarta, o ETA afirmou, em uma carta, que "dissolveu completamente todas as suas estruturas".

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