GUERRA NA SÍRIA

Macron: França não declarou guerra ao regime

Aliado de Trump disse que ataques conjunto com EUA e Reino Unido foram uma resposta ao suposto ataque químico

Presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou a operação do plano militar e disse que convenceu Trump a permanecer por longo prazo na Síria ( Foto: AFP )
00:00 · 16.04.2018

Paris. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os bombardeios realizados na Síria em resposta a um suposto ataque químico não foram uma declaração de guerra contra o regime de Bashar al-Assad.

"Não declaramos guerra ao regime de Bashar al-Assad", afirmou Macron em uma entrevista na televisão, depois que seu país, junto com Estados Unidos e Reino Unido, realizou bombardeios selecionados na Síria. Macron, que defendeu a "legitimidade" dos bombardeios contra os três alvos ligados ao programa de armamento químico, elogiou a operação no plano militar.

"Suas capacidades de produção de armas químicas foram destruídas", assegurou o presidente em referência ao suposto arsenal que o governo de Bashar al-Assad detém.

O presidente francês também assegurou que "convenceu" o presidente americano, Donald Trump, a "permanecer em longo prazo" na Síria.

"Há 10 dias o presidente Trump dizia que os Estados Unidos considerava deixar a Síria (...), o convencemos de que era necessário permanecer no longo prazo", declarou Macron.

O suposto ataque químico de 7 de abril deixou mais de 40 mortos em Duma, segundo os socorristas desta localidade, O governo sírio e russo desmentiram seu envolvimento.

Novas sanções

Washington anuncia hoje novas sanções contra a Rússia relacionadas ao suposto uso de armas químicas por parte das tropas do governo sírio, apoiado política e militarmente por Moscou, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley.

Os Estados Unidos já tomaram diversas medidas punitivas contra o "mau comportamento" da Rússia em uma série de casos, declarou Haley ao canal Fox News, recordando a expulsão de 60 "espiões russos" em resposta ao ataque com um agente neurotóxico no Reino Unido contra um ex-espião russo e as recentes sanções contra "oligarcas" próximos ao Kremlin.

"Verão que as sanções russas vão chegar", advertiu.

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