Acordo com o Irã

Macron busca apoio de Trump

00:00 · 25.04.2018 / atualizado às 00:35
Image-0-Artigo-2392136-1
Dirigentes dos EUA e da França se encontraram, na Casa Branca, e discutiram solução para o Irã ( FOTO: AFP )

Washington. Os presidentes dos EUA e da França defenderam, ontem, a negociação de um "novo acordo" com o Irã sobre sua política nuclear para resolver os problemas que ficaram pendentes no pacto assinado em 2015. Em uma coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, o americano Donald Trump e o francês Emmanuel Macron deixaram de lado suas divergências sobre a questão iraniana com a ideia de um novo acordo.

"Temos um desentendimento", disse Macron sobre o pacto com o Irã. "Mas acho que estamos no caminho para superá-lo com a decisão que tomamos de avançar para um novo acordo".

Esse novo entendimento, explicou, visaria "completar" o acordo que há três anos foi assinado por EUA, França, Reino Unido, Alemanha, China e Rússia com o governo de Teerã.

Macron chegou a Washington para uma visita de Estado de três dias tendo como destaque na agenda a urgência de convencer Trump a não romper unilateralmente o acordo com o Irã. No entanto, na cerimônia de recepção no Salão Oval, Trump iniciou um longo e enfático discurso contra o acordo, que ele descreveu como "um desastre" e "uma loucura".

Segundo Trump, o acordo fez com que Washington transferisse enormes somas de dinheiro para o governo de Teerã. "Falamos de barris de dinheiro, é uma loucura, é ridículo", reforçou.

Ao final das reuniões entre os dois chefes de Estado, no entanto, Trump pareceu animado com a ideia de um "novo acordo" com o Irã. Trump tem até 12 de maio para emitir uma posição oficial da Casa Branca sobre o cumprimento ou não do Irã dos compromissos assumidos no acordo de 2015.

No mercado, o preço do barril de petróleo recuou, ontem. Analistas disseram que a possibilidade de um novo acordo com o Irã atenuaria as tensões geopolíticas na região produtora de óleo.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.