Tensão crescente

Israel erguerá mil casas na Palestina

Ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, rebateu o argumento de que os assentamentos são ilegais dizendo que estão em terras públicas ( Foto: AFP )
00:00 · 12.01.2018

Tel Aviv/Gaza. As autoridades de Israel aprovaram a construção de mais de mil casas em assentamentos no território palestino ocupado da Cisjordânia.

O Alto Comitê de Planejamento da Administração Civil (que pertence ao organismo militar israelense que administra a ocupação dos territórios palestinos) aprovou um total de 1.122 casas em 20 colônias e publicou, ontem, um edital público para a construção de outras 651 unidades, informou a ONG israelense Paz Agora, em comunicado.

Mais da metade das casas aprovadas pertencem a assentamentos fora dos principais blocos de colônias, que em vários processos de paz se acordou que ficariam dentro das fronteiras de Israel através de trocas de território com os palestinos.

Mais construções

Israel poderia aprovar novas construções em breve, pois o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, anunciou que seriam aprovadas 2.490, entre as quais estariam incluídas as que receberam ontem sinal verde.

"O governo está tentando destruir a possibilidade de uma solução de dois estados e as perspectivas de paz ao construir mais e mais nos assentamentos. Essa agenda é contrária ao interesse nacional de Israel e aos interesses de qualquer um que busque um futuro pacífico para a região", afirmou a Paz Agora.

Israel considera legítimo construir nos assentamentos em território ocupado quando se trate de terras públicas e não privadas, mas as colônias são ilegais para a legislação internacional, e a comunidade internacional vê nelas e na sua ampliação um dos obstáculos para um acordo de paz entre Palestina e Israel.

Mortes

Dois adolescentes palestinos morreram, ontem, por disparos de soldados de Israel, um na fronteira com a Faixa de Gaza e outro na Cisjordânia ocupada.

Um deles, um adolescente de 16 anos, morreu, baleado no peito ao protestar contra o reconhecimento de Jerusalém como a capital israelense pelos EUA.

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