Por prejuízos econômicos

Irã acusa EUA em Corte de Justiça

00:00 · 28.08.2018

Teerã. O governo do Irã denunciou ontem a vontade de Washington de prejudicar gravemente a economia iraniana, no início das audiências na Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre o restabelecimento das sanções dos EUA contra o Irã.

As audiências sobre o tema começaram ontem na sede da CIJ, em Haia, e devem durar quatro dias. "Os EUA propagam publicamente uma política, cujo objetivo é prejudicar o mais gravemente possível a economia iraniana, e as empresas e cidadãos iranianos", disse o conselheiro jurídico e representante da delegação da República Islâmica, Mohsen Mohebi. Desde abril, a divisa iraniana, o rial, perdeu cerca de metade de seu valor. Diante dos 15 juízes da CIJ - principal órgão judicial da ONU -, a delegação do Irã, que apresentou a demanda em julho, defende a suspensão das novas sanções, que têm consequências dramáticas para a economia iraniana.

'Flagrante agressão'

O restabelecimento das sanções anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, "é uma flagrante agressão contra o meu país", declarou Mohebi. "O Irã se oporá ao estrangulamento econômico americano por todos os meios pacíficos", acrescentou.

Em maio, Trump retirou seu país do acordo nuclear assinado pelo Irã e pelas potências.

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