Na Nigéria

Grupo extremista Boko Haram liberta 104 estudantes sequestradas

00:00 · 22.03.2018 / atualizado às 00:50

Dapchi. O grupo extremista Boko Haram, que tem ligações com o Estado Islâmico e atua no nordeste da Nigéria desde 2002, libertou 104 das 110 estudantes sequestradas no último dia 19 de fevereiro na cidade de Dapchi, próximo da fronteira com o Níger. Uma das sobreviventes, de 14 anos, contou que cinco das meninas foram mortas.

Desde sua fundação, o Boko Haram patrocina sequestros, atentados e assassinatos no continente africano, com o objetivo de erguer um "Estado islâmico" na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Os seguidores do grupo pregam uma versão radical do Islã, proibindo os muçulmanos de qualquer atividade política ou social relacionada à sociedade ocidental. Na língua hausa, um idioma falado no norte na Nigéria, Boko Haram e significa "a educação não islâmica é pecado". Em 2009, foi assassinado o líder do grupo jihadista, o clérigo Mohammed Yusuf.

A libertação das estudantes foi anunciada pelo governo.

"Os esforços do presidente Muhamadu Buhari, apoiado pelos serviços de segurança, para trazer as jovens sequestradas em Dapchi surtiram efeito", declarou o Ministério da Informação

Com idades entre 10 e 18 anos, elas foram sequestradas por militantes do Boko Haram um internato feminino. Em abril de 2014, o grupo terrorista sequestrou mais de 200 estudantes, gerando comoção em todo o mundo. Mais de 100 delas conseguiram fugir, ou foram libertadas ao fim de negociações com o governo nigeriano.

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