Queda de aeronave

Gelo em sensores é a mais provável causa do acidente

O veículo transportava 65 passageiros e seis tripulantes. Não houve sobreviventes, entre os 71 ocupantes

Segundo investigadores, as caixas pretas do avião Antonov revelaram que o sólido se formou nos medidores de velocidade, desorientando os pilotos ( Foto: AFP )
00:00 · 14.02.2018 / atualizado às 10:46

Ramensky/Moscou. As caixas pretas do avião Antonov que caiu no domingo (11) perto de Moscou, matando os 71 ocupantes, revelaram que a causa da tragédia provavelmente foi a formação de gelo nas sondas medidoras de velocidade, indicaram ontem os investigadores.

Os sensores Pitot, um dos elementos que permitem calcular a velocidade do aparelho, podem transmitir dados incoerentes no caso da formação de gele, e desorientam os pilotos.

Essas sondas já foram indicadas como causa do acidente do Airbus A330 da Air France Rio-Paris, que caiu no Atlântico, em 2009, com 228 pessoas a bordo.

"O acidente pode ser explicado pelos dados incorretos sobre a velocidade recebidos pelos pilotos, que aparentemente se deveu à formação de gelo nas sondas, cujo sistema de aquecimento estava desligado", indicou em um comunicado o Comitê Intergovernamental da Aviação (MAK). Estas conclusões de baseiam em "uma análise preliminar das informações registradas" na caixa-preta que conserva os parâmetros técnicos do voo, assim como "na análise de casos similares anteriores", detalhou o organismo encarregado de investigar acidentes aéreos.

O avião de linha, um birreator Antonov An-148 da companhia Saratov Airlines colocado em serviço em 2010, explodiu perto de Moscou no domingo, pouco depois de ter decolado do aeroporto de Domodedovo.

Transportava 65 passageiros e seis membros da tripulação. Todos morreram no acidente.

O avião, que se dirigia para Orsk, uma cidade dos Urais na fronteira com o Cazaquistão, explodiu na localidade de Argunovo, no município de Ramenski.

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