Acordo

FMI decide emprestar US$ 50 bi à Argentina

00:00 · 08.06.2018

Buenos Aires. O governo argentino anunciou, ontem, um acordo stand-by com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que colocará US$ 50 bilhões a disposição do país durante 36 meses. Esta é a primeira vez que a Argentina recorre à instituição internacional desde 2005.

A decisão de pedir um empréstimo preventivo (que não será necessariamente usado, mas cujo desembolso depende do cumprimento de determinadas metas) foi tomada pelo presidente Maurício Macri depois que o país enfrentou uma corrida cambial em maio.

"Um aspecto muito importante desse acordo são as cláusulas sociais, inéditas", disse o ministro da Fazenda, Nicolas Dujovne. O acordo prevê mais flexibilidade no cumprimento de metas.

Tanto na crise argentina de 2001, quando nas crises enfrentadas pela Espanha e pela Grécia, o FMI foi criticado ao cobrar ajustes maiores dos que a sociedade era capaz de enfrentar. O desafio será reduzir o gasto público e a inflação, que este ano supera os 20%. O BC prometeu reduzir o índice inflacionário a 17% até o final de 2019 e até 13% em 2020. O acordo prevê um déficit fiscal de 2,7% do PIB este ano e de 1,3% em 2019.

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