Na Colômbia

Farc desiste de disputar governo

00:00 · 09.03.2018

Bogotá. A ex-guerrilha Farc anunciou ontem sua retirada da disputa presidencial na Colômbia pelos problemas de saúde de seu líder e candidato, Rodrigo Londoño (Timochenko), internado em um hospital em Bogotá. "A cirurgia feita no dia de ontem (...) nos levou a declinar nossa aspiração presidencial", afirmou o ex-comandante rebelde e candidato ao Senado Iván Márquez, em coletiva.

Timochenko, de 59 anos e a quem as pesquisas não davam nenhuma chance de chegar à Presidência, fez na quarta-feira (7) uma complexa cirurgia de uma ponte de safena, da qual, segundo os médicos, se recupera de maneira satisfatória, após sofrer um infarto em 1º de março.

Márquez afirmou que a Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), o partido surgido do acordo de paz assinado no final de 2016, continuará na disputa legislativa de domingo e não descartou apoiar algum dos aspirantes presidenciais nas eleições de 27 de maio. "O não participar da disputa presidencial de maneira direta e com candidato não quer dizer que não assumamos também uma voz frente aos demais candidatos", sustentou. O ex-negociador dos rebeldes comunistas não deu pistas sobre quem poderiam apoiar e assegurou que não iniciou conversas com nenhum partido. Márquez reiterou o chamado da Farc a um "governo de transição" que garanta a implementação do acordo de paz.

O presidente Juan Manuel Santos, que havia considerado prematura a candidatura de Timochenko, reagiu ao anúncio: "é compreensível, entre outras coisas, porque uma operação de coração aberto - e me alegra muito que tenha ido bem - é uma grande coisa", declarou.

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