Mortos na Venezuela

Famílias de presos serão indenizadas

00:00 · 31.03.2018
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Um total de 68 pessoas morreram em incêndio registrado em instalações policiais de Valencia ( Foto: AFP )

Caracas. O governo de Nicolás Maduro garantiu, na sexta-feira (30), que vai indenizar os familiares das 68 pessoas mortas na última quarta (28) em um incêndio em instalações policiais da cidade de Valencia (norte).

"Acertou-se a concessão de medidas de indenização em conformidade com o estabelecido na Constituição", afirma nota divulgada pela Chancelaria.

Ainda segundo o comunicado, o governo informa que ativará os "protocolos necessários para a proteção integral a cada uma das famílias afetadas, assim como a atenção às pessoas que foram lesionadas".

Na nota, também se pede ao Ministério Público que inicie uma investigação para determinar as causas e os responsáveis pelo ocorrido.

Segundo a Procuradoria, 68 pessoas morreram no incêndio no Comando da Polícia de Carabobo. Entre as vítimas, havia duas mulheres que visitavam o presídio. Fontes disseram que oito corpos ainda deviam ser entregues aos familiares, que não os haviam reclamado. O governo rejeitou as "precipitadas e desproporcionais" declarações da ONU, porque - garante - buscam estabelecer uma "posição tendenciosa sobre a Venezuela, de maneira prejudicial e sem requerer informação oficial".

De acordo com a ONG Una Ventana a la Libertad, de defesa dos direitos dos presos, as chamas foram iniciadas por um grupo de detentos que planejavam uma fuga. O Escritório de Direitos Humanos da ONU reivindicou uma investigação "rápida e completa". Também pediu a Caracas que "conceda indenizações aos familiares das vítimas".

O diretor da ONG, Carlos Nieto, culpou o governo pela tragédia, ao apontar o confinamento nesse e em outros centros. Os réus não deveriam passar mais de 48 horas nesses locais, mas, na prática, permanecem meses.

A ONG estima em 400% a superlotação nessas instalações.

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