Meio século da morte

EUA lembram Martin Luther King em dia de homenagens

00:00 · 05.04.2018

Memphis. Os Estados Unidos prestaram, ontem (4), homenagens a Martin Luther King, ícone da luta pacifista contra as desigualdades raciais, assassinado há 50 anos em Memphis, Tennessee, por um supremacista branco. Em 4 de abril de 1968, às 18h01, o pastor negro é letalmente atingido por uma bala na sacada de um hotel de Memphis, onde tinha acabado de dar seu apoio aos garis em greve. Sua morte, aos 39 anos, deflagra uma série de revoltas em várias grandes cidades americanas.

Cinquenta anos depois, multidões vão às ruas para homenageá-lo: em Washington, ao redor da estátua de seu memorial no Mall, pela manhã, e diante do hotel Lorraine de Memphis, depois transformado em museu, na hora em que foi executado.

Em Memphis, "a cidade vai mostrar seu lado mais bonito", afirmou o reverendo Jesse Jackson, emblemático defensor dos direitos civis nos Estados Unidos que estava em Memphis com o pastor King.

Perseguido pela Polícia ao longo de toda sua carreira política, o defensor da justiça racial e da não violência é, agora, celebrado com um feriado nos Estados Unidos no dia de seu aniversário, em 15 de janeiro de 1929.

"Ele nos deixou como legado a justiça e a paz", declarou o presidente Donald Trump.

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