Em caso de ataque de Pyongyang

EUA evocam arma nuclear contra Coreia do Norte

Ministros de Relações Exteriores pediram que norte-coreanos abandonem seu programa balístico

Secretário de Estado representando a Casa Branca, Rex Tillerson declarou que o País está determinado a defender a Coreia do Sul e o Japão ( Foto: AFP )
00:00 · 17.02.2017

Washington/Pyongyang. Os Estados Unidos estão "determinados" a defender a Coreia do Sul e o Japão, inclusive por meio da dissuasão nuclear, declarou ontem o novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson. Em uma declaração conjunta com os seus colegas sul-coreano e japonês, ele condenou "da maneira mais firme" o disparo de míssil efetuado por Pyongyang no último domingo (12).

Tillerson também reafirmou que "os Estados Unidos continuam comprometidos com a defesa de seus aliados, a República da Coreia e o Japão, inclusive oferecendo uma dissuasão ampliada, apoiada por toda a gama de suas capacidades de defesa, nuclear e convencional".

Reunidos na cidade alemã de Bonn para a cúpula do G20, Tillerson e os ministros de Relações Exteriores sul-coreanos, Yun Byung-se, e japonês, Fumio Kishida, voltaram a pedir à Coreia do Norte que "abandonasse seu programa nuclear e balístico de forma completa".

Conflito antigo

Distanciando-se da solução de dois Estados para resolver um dos conflitos mais antigos do mundo, Donald Trump encantou a direita de Israel e chocou os palestinos, embora ninguém consiga desvendar direito as intenções do novo presidente dos Estados Unidos.

"Este é o fim de uma ideia perigosa e errada: a criação de um Estado terrorista palestino no coração da terra de Israel", alardeou o ministro israelense da Ciência Ofir Akunis, reiterando a reivindicação sobre a Cisjordânia em nome da Bíblia.

Os líderes palestinos que apoiam as negociações com Israel afirmam que sem um Estado palestino, a única possibilidade é um Estado expandido na Cisjordânia, já ocupada por Israel, e em Jerusalém Oriental, que os palestinos reivindicam como sua futura capital, mas que Israel anexou.

Trump desistiu ontem de apelar da decisão judicial que suspendeu os efeitos de um decreto contra imigrantes e refugiados de sete países de maioria muçulmana, e destacou que apresentará uma nova versão da proposta.

O Departamento de Justiça anunciou a decisão em uma moção apresentada à Corte de Apelações do Nono Circuito (com sede na Califórnia, oeste), e antecipou que o governo prepara outra ordem executiva que eliminará os questionamentos à sua inconstitucionalidade.

Prisão

A polícia da Malásia informou ontem que uma terceira pessoa foi presa em conexão com o assassinato do meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong Un, conhecido como Kim Jong Nam. Já são duas mulheres e um homem suspeitos do crime.

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