Manobras conjuntas

EUA e Coreia do Sul fazem ação

O exercício Max Thunder começou no último dia 14 e seguirá até a próxima sexta-feira, dia 28 ( Foto: U.S. Navy )
00:00 · 21.04.2017

Seul/Yokosuka. Mais de 100 aviões de combate norte-americanos e sul-coreanos fazem um exercício de defesa aérea, informou ontem a Força Aérea da Coreia do Sul, em plena escalada de tensão na península.

O exercício Max Thunder, que começou no último dia 14, embora seu início só tenha sido revelado ontem, vai durar duas semanas, terminando quase ao mesmo tempo que as manobras conjuntas de dois meses de terra, mar e ar Foal Eagle.

Cerca de 1.200 soldados também participam desse exercício anual, voltado a "constranger o inimigo" e projetado para "responder a qualquer forma de provocação em qualquer momento e lugar", segundo o tenente Won In-chul, da Força Aérea sul-coreana, em declarações divulgadas pela agência Yonhap.

Won acrescentou que as manobras conjuntas são uma oportunidade para melhorar as habilidades táticas de ambos os países, para manter a segurança na península coreana.

Quase 300 mil soldados sul-coreanos fizeram parte de outras manobras conjuntas - Key Resolve e Foal Eagle - este ano, o que representa o maior trabalho até hoje de exercícios anuais.

Para a Coreia do Norte, as ações tratam-se de um ensaio para invadir seu território.

Fim das negociações

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, descartou, ontem, negociar diretamente com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, uma saída para a tensão entre os países. "A única coisa que precisamos ouvir da Coreia do Norte é que terminou com seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos", disse Pence.

O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou disposição de conversar com Kim Jong-un, mas a tensão entre os dois países aumentou depois que Pyongyang lançou um míssil no Mar do Japão, no último dia 5.

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