Contra houthis

EUA avaliam ajudar coalizão no Iêmen

00:00 · 04.06.2018

Washington/Hodeidah. A administração Trump avalia um apelo dos Emirados Árabes Unidos pelo apoio direto dos EUA para capturar o principal porto do Iêmen para ajuda humanitária. Ele está em poder de combatentes houthis apoiados pelo Irã, e segundo autoridades norte-americanas, a medida pode ter efeitos catastróficos no Iêmen.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pediu uma avaliação rápida do pedido de assistência dos Emirados Árabes Unidos para ajudar uma coalizão liderada pela Arábia Saudita a retomar Hodeidah, que atualmente serve como uma linha vital para os 29 milhões de residentes do país, disseram autoridades dos EUA.

Os Emirados e autoridades da Arábia Saudita asseguraram aos EUA que não tentarão tomar o porto do Mar Vermelho até que recebam apoio de Washington, disseram autoridades americanas. Mas há uma crescente preocupação na administração Trump de que a luta pela cidade poderia sair do controle e forçar a participação de Washington.

Combatentes iemenitas apoiados pela coalizão estão lutando contra os Houthis perto da cidade. "Continuamos a ter muitas preocupações sobre uma operação de Hodeidah", disse um alto funcionário dos EUA. "Não estamos 100% confortáveis de que, mesmo que a coalizão lancem um ataque, eles possam fazê-lo de maneira limpa e evitar um incidente catastrófico".

O debate sobre o aumento do apoio dos EUA à coalizão saudita acontece enquanto autoridades norte-americanas preparam a cúpula planejada com a Coreia do Norte em Cingapura em 12 de junho. Mas a escalada de operações militares em torno do porto iemenita provocou nova urgência em Washington.

Os EUA e a coalizão liderada pela Arábia Saudita concordaram que as forças supervisionadas pelos Emirados Árabes Unidos não entrarão no porto no curto prazo, para que o novo enviado especial das Nações Unidas no Iêmen, Martin Griffiths, possa tentar iniciar esforços diplomáticos para acabar com os combates segundo um funcionário árabe.

Mas há uma grande preocupação de que as forças iemenitas alinhadas com a coalizão liderada pela Arábia Saudita irão agir por conta própria.

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