Guerra

EUA avalia opções militares na Síria

Presidente dos EUA ouviu assessores de Segurança sobre as possíveis reações ao caso do ataque químico

00:00 · 13.04.2018
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Trump busca o apoio das potências ocidentais para enfrentar a Rússia, aliada do regime do ditador Bashar al-Assad, acusado de usar armas químicas ( FOTO: AFP )

Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, avalia as opções militares contra a Síria após o suposto ataque com armas químicas que gerou indignação internacional, em meio às advertências de Moscou sobre a ampliação do conflito.

Trump ainda não tomou sua "decisão final" sobre como responder ao ataque com armas químicas na Síria, informou a Casa Branca, após o presidente se reunir com seus principais assessores de Segurança Nacional.

O presidente deve conversar com o líder francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre a ação a ser tomada, revelou a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders.

Washington e seus aliados em Paris e Londres concordam em que o ataque químico contra o enclave rebelde de Duma, na região de Damasco, não pode ficar impune. Segundo socorristas, o ataque deixou mais de 40 mortos. Theresa May convocou uma reunião de emergência do seu governo para "discutir uma resposta aos eventos na Síria", após a qual qualificou o ataque a Duma de "ato surpreendente e bárbaro" que matou pessoas "da forma mais espantosa e desumana". Mas depois de advertir à Rússia e afirmar que "os mísseis chegarão" à Síria, Trump pareceu amenizar a situação na manhã de ontem.

"Nunca disse quando aconteceria um ataque na Síria. Pode acontecer muito em breve ou não tão cedo. Em qualquer caso, Estados Unidos, sob minha administração, têm feito um grande trabalho para livrar a região do Estado Islâmico. Onde está o nosso 'Obrigado Estados Unidos'?".

França

Na França, o presidente Emmanuel Macron também relativizou a urgência de uma reação, após mencionar na terça um anúncio "nos próximos dias".

"Teremos decisões a serem tomadas no devido tempo, quando julgarmos o mais útil e o mais eficaz", disse no canal TF1.

Sobre os méritos, no entanto, permaneceu firme em suas acusações, dizendo ter "provas" de que "armas químicas foram utilizadas, pelo menos cloro, e que foram usadas pelo regime de Bashar al-Assad".

A chanceler alemã, Angela Merkel, também considerou "evidente" que o regime sírio ainda dispõe de um arsenal químico, enfatizando que Berlim "não participaria de ações militares" contra Damasco.

A Organização Internacional para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) anunciou que se reunirá na segunda-feira para discutir o suposto ataque químico em Duma.

A Rússia pediu às potências ocidentais que reflitam seriamente sobre as consequências de suas ameaças de atacar a Síria. O Kremlin afirmou que o canal de comunicação entre militares russos e americanos sobre as operações na Síria, destinadas a evitar incidentes, continua ativo. A Rússia denuncia um "pretexto" utilizado para lançar uma operação contra seu aliado, e seu embaixador no Líbano advertiu que abateria qualquer míssil lançado contra a Síria.

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