Na Flórida

EUA: atirador invade escola e mata 17

Abalados, alunos deixam a escola após o tiroteio em massa, o 8º mais mortal da história moderna dos EUA ( Foto: AFP )
00:00 · 15.02.2018

Washington. Pelo menos 17 pessoas foram mortas por um atirador que invadiu, ontem, uma escola de ensino médio em Parkland, Flórida, a 70 km ao norte de Miami, um destino de migrantes brasileiros. Quinze morreram no local, e dois no hospital. Outras 14 pessoas foram hospitalizadas com ferimentos.

O suspeito pelo massacre é Nikolas de Jesus Cruz, de 19 anos, que tinha sido expulso por indisciplina. Ele foi detido na cidade vizinha de Coral Springs, onde se entregou. Um estudante disse à Fox News que Cruz era um "aluno problema". "Todo mundo previu isso", afirmou.

A tragédia aconteceu pouco antes das 15h no horário local (17h de Fortaleza), perto do horário de saída da escola Marjory Stoneman Douglas, que tem cerca de 3 mil alunos.

O incidente mais recente do tipo nos EUA ocorreu há 22 dias em uma escola de Benton, no Kentucky. Dois estudantes foram mortos.

Estudantes cearenses

Dois filhos do ex-presidente do Fortaleza e empresário Luís Eduardo Girão estavam na escola. Segundo o empresário, ele estava a caminho da escola quando o filho de 16 anos, Luís Henrique, o informou sobre os disparos dentro da escola e que sua irmã de 15 anos, Ana Cecília, ainda estava nas dependências do local. "Uma tragédia. Ele conseguiu sair quando disparou o alarme. Alguns saíram e outros tiveram que ficar nas salas, foi o caso da minha filha", explicou Girão ao Diário do Nordeste.

O ex-mandatário do Fortaleza disse ainda que a filha estava na sala onde um dos professores foi baleado.

"Ela contou que, quando o alarme disparou, o professor foi fechar a porta e, na hora que foi trancar, ele foi alvejado e ficou no chão. As crianças ficaram na sala, mas milagrosamente, o atirador não entrou", disse.

Parkland, com 31 mil habitantes, fica entre as cidades de Boca Raton e Fort Lauderdale. A Flórida reúne a terceira maior comunidade brasileira nos EUA, de 250 mil pessoas.

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