Investigação sobre relação com Rússia

Donald Trump se diz vítima de 'caça às bruxas'

Ex-diretor do FBI foi escolhido para liderar a investigação sobre suposta interferência da Rússia na última eleição

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00:00 · 19.05.2017 / atualizado às 08:55

Washington. O presidente Donald Trump criticou, ontem, a investigação sobre o suposto conluio de sua equipe de campanha com a Rússia, que chamou de "maior caça às bruxas" na história dos Estados Unidos.

"Esta é a maior caça às bruxas individual de um político na história americana!", tuítou Trump, um dia após o ex-diretor do FBI Robert Mueller ter sido designado como investigador especial da suposta interferência russa nas eleições americanas.

Também via Twitter, Trump acusou o antecessor Barack Obama e a rival democrata nas eleições, Hillary Clinton, de "atos ilegais", que não especificou.

"Com todos os atos ilegais que aconteceram na campanha de Clinton e na administração Obama, eles nunca tiveram um conselheiro especial designado", escreveu em referência ao investigador especial.

A incerteza política em Washington afetava, ontem, o dólar e os mercados ao redor do mundo: Wall Street e as Bolsas europeias abriram em baixa, prudentes diante das dificuldades de Trump, assim como o mercado de petróleo em NY.

Investigação

O Departamento de Justiça nomeou Mueller como investigador especial, em um ambiente de crescente crise política nos Estados Unidos.

Responsável pela investigação, Mueller, que foi diretor do FBI entre 2001 e 2013, espera que "a questão seja concluída rapidamente".

A escolha de Mueller como conselheiro especial surge num momento em os democratas têm vindo repetidamente a pedir que a investigação seja conduzida por alguém que não pertença ao Departamento de Justiça.

Inocência

Trump insistiu, ontem, em sua inocência e expressou confiança que uma "investigação exaustiva" mostrará que efetivamente sua campanha eleitoral não teve ajuda de nenhuma "entidade estrangeira".

Desde sua posse, em 20 de janeiro, Trump busca desesperadamente encerrar a polêmica por suas supostas relações com a Rússia durante a campanha, mas desde então o problema não parou de crescer e já ameaça paralisar seu governo.

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