A escola

Dez mortos em ataque no Texas

00:00 · 19.05.2018
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Um contingente de policiais se dirigiu ao campus após o atentado ( Foto: AFP )

Galveston. Pelo menos dez pessoas morreram e dez ficaram feridas quando um estudante abriu fogo contra seus colegas de classe em uma escola de Ensino Médio no Texas, na sexta-feira (18), anunciaram as autoridades, enquanto o presidente Donald Trump considerou o ocorrido como "absolutamente terrível", apesar de ser contra o controle rígido da venda de armas.

O incidente aconteceu no centro educacional Santa Fé High School, na localidade de mesmo nome, a cerca de 50 km a sudeste de Houston, no condado de Galveston. "É com enorme pesar que posso confirmar que até agora dez vidas foram perdidas e outras dez (pessoas) ficaram feridas", disse o governador do estado do Texas, Greg Abbott.

O adolescente suspeito, de 17 anos, está sob custódia. Segundo o governador Abbott, o estudante realizou o ataque com uma escopeta e um revólver calibre .38 de seu pai. "Não tenho a informação neste momento de se o pai sabia ou não que seu filho tinha pego essas armas", disse Abbott, acrescentando que acredita-se que o pai possuía ambas as armas legalmente.

Abbott também disse que o suspeito colocou vários tipos de explosivos em uma casa e um veículo, incluindo um coquetel molotov. "Foram localizados possíveis artefatos explosivos na escola e fora do campus", informou o distrito escolar da localidade de Santa Fé.

Comércio de armas

Este é o ataque a tiros mais recente, um tipo de ação que se tornou comum nas escolas americanas, com incidentes envolvendo armas de fogo quase todos os dias.

No início deste ano, 17 pessoas morreram em um ataque a tiros em uma escola de Ensino Médio da Flórida, um massacre que levou os sobreviventes a lançar uma campanha contra a violência armada. O ataque a tiros na escola de ensino médio Marjory Douglas Stoneman em Parkland, Flórida, motivou um movimento estudantil para exigir o fim da "epidemia de violência armada". "Não podemos permitir que isto continue sendo a regra", reagiu um sobrevivente de Parkland, Delaney Tarr.

A ex-candidata presidencial à Casa Branca, a democrata Hillary Clinton exigiu que os legisladores "comecem a lidar com essa vergonha nacional".

Testemunha

O ataque a tiros começou antes das 8h (10h de Brasília), quando o dia letivo se iniciava.

"Alguém entrou com uma arma e começou a disparar, e esta menina ficou ferida na perna", declarou uma testemunha identificada com o nome Nikki.

O distrito escolar, que rapidamente organizou o isolamento do local, evacuou os estudantes do campus.

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