Por interferência eleitoral

Denunciados 12 agentes russos

00:00 · 14.07.2018
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E-mails do Partido Democrata foram 'hackeados' durante campanha de Hillary Clinton em 2016 ( FOTO: AFP )

Washington/Moscou. Doze agentes russos de Inteligência foram denunciados nos Estados Unidos por pirataria de informática do partido Democrata em 2016, anunciou na sexta-feira (13) o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein.

A denúncia foi elaborada pelo procurador especial Robert Mueller, que conduz uma investigação sobre a alegada ingerência da Rússia na campanha para as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016.

O anúncio dessas denúncias veio à tona a poucos dias da reunião do presidente Donald Trump com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, em Helsinque, na próxima segunda-feira.

De acordo com Rosenstein, os 12 agentes russos de Inteligência foram acusados de "conspirar para interferir nas eleições presidenciais de 2016", incluindo a pirataria dos e-mails internos do partido Democrata.

Tratou-se de uma "cyber-operação de grande escala" para roubar informação interna do partido Democrata, disse o funcionário, que informou que na denúncia não há nenhuma informação sobre a participação de algum cidadão americano.

Por isso, 11 dos agentes foram também acusados de "conspirar para invadir computadores, roubar documentos, e distribuir documentos na intenção de interferir" na eleição.

O outro agente foi acusado de "conspirar para infiltrar-se em computadores de entidades na organização das eleições". Em março de 2016, em plena campanha eleitoral, o então presidente do Diretório Nacional do partido Democrata, John Podesta, recebeu um e-mail aparentemente verdadeiro, e ao lê-lo clicou em um link contido no documento.

E-mails

O documento era falso e a partir dessa falha de segurança os que iniciaram o hackeamento se apoderaram de milhares de e-mails do partido, que posteriormente foram divulgados pelo site WikiLeaks. Segundo as autoridades de inteligência dos EUA, o grupo de hackers "Fancy Bear", que tem relações com a inteligência russa, foi responsável do ataque.

A divulgação dos e-mails expôs as divisões no interior do partido Democrata em plena campanha eleitoral, e os esforços de sua direção para favorecer a candidata Hillary Clinton em detrimento do senador Bernie Sanders. Na sexta-feira, Rosenstein disse que a denúncia não inclui "nenhuma alegação de que a conspiração mudou a contagem dos votos ou afetou o resultado da eleição".

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